sábado, 22 de outubro de 2011

Crise do dinheiro e da educação!

Andei de um lado para outro, à procura de uma resposta para o seguinte: antigamente, as pessoas ensinavam uns aos outros, de pais para filhos, de avós a netos, de professor a aluno, eu sei lá que mais, de muitas coisas, da vida, do ensino e, claro está, no dinheirinho!
Toda a gente tinha que ensinar como é que se pode gastar e/ou guardar o “pelím”. No entanto, por arte do “capeta”, acabou-se tudo! Nesta terra tão “sagrada” e tão “bonita” – como quem diz! – houveram para aqui uns tantos senhores e ditos “importantes, políticos, inteligentes, liberdades”, sei lá que mais – que até foram uns estafermos – que andaram a pregar coisas levadas da breca: agora somos pessoas livres; agora somos todos importantes; agora queremos ser, todos, ricos; todos os – e cá vai o palavrão! – Cidadãos podem ter os privilégios iguais: comprar dezenas de casas; comprar carradas de carros, motas, vestidos, roupas de marca; pedir tudo aos bancos; etc., etc., etc. Até pensaram que existe uma tal senhora, que não conheço, a Dona Europa, que nos traria dinheirinho! Coitados!
Sabem o que isto fez? Mais ou menos assim: depois de vários anos, poucos e na sequência da tal dita LIBERDADE – seja lá o quisto for! – houve uma alteração radical e muito simples: crise, mais crise, mais crise e mais crise!
Claro que a pergunta do tal “Povinho” é simples: mas há alguma forma a alterar? Com quê? De que maneira? Dizem os tais espertinhos que falta uma coisa: dinheiro!
Qual dinheiro, qual treta! Ninguém quer saber! O quê, que eu seja pobre ou modesto, com cabeça no sítio mas, sobretudo, devo trabalhar em condições para granjear o fruto do meu trabalho?! Nem pensar! Era o que faltava!
Um senhor que a gente conhece, um tal de Estado, tem é que arranjar uma forma do povinho, claro!
Aqui há poucos dias, houve umas manifestações muito engraçadas. Uns tantos abutres, diante do palácio da dita “república”, – muito me custa dizer o martírio daquele nome! – quiseram a manifestar; passaram durante a noite, no meio do chão e cortaram as vias e ruas, para protestar da atitude do governo e demais políticos!
Pois é, mas ninguém disse nada em condições! Ninguém sabe que a culpa é … é nossa e de todos os que têm a mania de ter duas coisas: importantes e ricos!
O Zé Ferrão é levado da breca! Mas tem razão. Esperemos que, um dia, pode haver alguém que consiga começar a ensinar muito simples: a vida são coisas mais simples e árduas, mas muito objectivas; cabe a cada um a obrigação de ser um trabalhador e um cidadão capaz. Além disso, há uma coisa que é quase sagrada, peço vénia: o mais importante não é o poder; é a autoridade!

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