terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal laico, ao gosto da "santíssima" coisa pública!


Meus caros amigos, hoje o Zé Ferrão está indignado! Indignado porque, não sei em nome de que raio de valores ou princípios, vão existindo cada vez mais novas formas de atentado à liberdade de expressão e de consciência! Ou por outra, querem fazer-nos acreditar que a liberdade de consciência e de convicção só pode mover-se dentro de determinados padrões, esquemas politiqueiros ou ordens pré estabelecidas por alguns senhores que têm a mania que o mundo começa quando eles entendem que deve começar, a história faz-se daquilo que pensam ser a origem da história e o resto... são cantigas!
A que propósito vem isto?
O Zé leu aí num pasquim qualquer que a senhora esposa do Presidente da Coisa Pública convidou os alunos de uma escola de hotelaria da capital para procedem ao enfeite da mesa de Natal no Palácio do Bento (já que deve ser proibido acrescentar-lhe a referência religiosa de que foi Santo) Agora, pasme-se! A tal dita senhora, que até é detentora de uma grande colecção pessoal de presépios ou de Meninos Jesus, terá dado ordem expressa de que dos ditos enfeites não constasse qualquer referência religiosa, para não por em causa a laicidade do Estado! Isto não lembra ao diabo (perdoe-se-me a referência religiosa)!!!!
Como se o Natal fosse outra coisa que não uma festa religiosa! Como se o Natal não fosse só e só a celebração do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus! Pior, como se a laicidade do Estado e da coisa pública não devessem respeitar a história ou a cultura e a tradição! Como se, por essa via, fosse possível fazer coincidir o Natal com o nascimento daquela figura barriguda, simpática, mas profundamente falsa do Pai Natal! Como se a laicidade do Estado se mantivesse ou fosse um valor super omnia!
Fosse a senhora esposa do Presidente da coisa pública uma figura importante ou mesmo constitucionalmente consagrada e muito me preocupariam tais atitudes! Porém, como não é mais que uma figura de enfeite, que fica sempre bem nas recepções ou nas viagens de Estado, que os meus impostos pagam, lá vou tentar digerir mais esta barracada da senhora dona cavaca - respeitando as letras todas - e pensar que, no fundo no fundo, ela tomou aquela atitude pressionada por quem gostaria de estar a enfeitar a mesa da presidência da coisa pública.
Quanto ao resto, valha-nos o Deus menino, que na pobreza do presépio, continua tranquilo, em paz, amor e fé!
Santo Natal a todos!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Caridade para a função pública

 

Pois é, meus caros, cá o Zé Ferrão tem cada vez mais pena de não vivermos num Estado diferente! penso até que, como dizia alguém, de entre as várias formas de estado não nenhum pior do que o estado a que isto chegou. Se não, reparemos: Os funcionários da função pública, de uma forma geral – falando de quadros médios e superiores do funcionalismo administrativo – ganham mais que os trabalhadores do sector privado; têm seguranças e regalias que os privados não podem usufruir; têm o sistema de apoio médico da ADSE; têm comparticipações que os privados não podem ter; têm médicos que os privados não podem ter a não ser à custa de tudo pagar do seu bolso e mesmo assim… sabe-o Deus; enfim um sem número de coisas que os trabalhadores do sector privado não têm. Dois irmãos gémeos que, com a formação igual entrem no mercado de trabalho no mesmo dia, um na função pública e outro no sector privado, quando chegarem ambos à idade da reforma terão pensões de reforma distintas! Vá-se lá saber porquê!!!

Será que alguns dos senhores ministros ficou sem pé de meia e precisa de uma ajudinha para pagar o crédito à habitação? Claro que não, não pode ser! Até porque os senhores do governo não são funcionários do Estado, são servidores! 

Pois cá o Zé ainda vai ver se arranja um tacho na função pública – até porque o próximo ano é ano de eleições -  ver se encontra forma de ter quem lhe pague o crédito e, já agora, umas férias no Brasil, que isto por cá é uma ladroeira!                           

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Guerras de alecrim e água benta!

Grandes coisas se patenteiam diante dos olhos do Zé! O país anda em polvorosa e pouca gente parece dar-se conta. Os políticos todas à bofetada: os de esquerda porque está-se demasiado à direita; os de direita porque se está demasiado à esquerda. No PS, o Manuel anda cada vez menos alegre com o Sócrates; no CDS anda tudo a bater com as e no portas; No PSD ninguém sabe muito bem quem é quem ou o quê; ninguém sabe quem é o líder, ou se há líder ou, sobretudo o que é que lidera. O Pedrocas, mais pedaço menos pedaço, vai continuando a andar por aí e por aqui, sem rei nem roca, e, para o lixarem, deixam-no ser candidato a presidente da Câmara da capital para o impedirem de ir como deputado para o parlamento. Ao menos sempre se sabe: ou ganha a Câmara de Lisboa ou pregam com ele fora do partido, já que no parlamento não o querem. Grande jogada, sim senhor! Resta saber é de quem, se é que no PSD se sabe quem é que manda o quê!

Como se isto não bastasse, o Filósofo continua a alimentar uma guerra tinhosa contra o Cavaquinho. Quer, á viva força, que o homem perca poderes! E logo quem!!! Uma criatura tão (o)ciosa dos seus poderes de Presidente!!! Já não faltam vozes – inclusivamente a do "Portugueses!" a dizer que se existisse cá uma malita com umas coroas para fazer eleições, o cavaquito mandava tudo para o brejo e dissolvia o parlamento! Também a mim me não admira: se o presunto, ou alheira, ou compaio, ou Sampaio ou lá que diabo é, o dissolveu para embirrar com o Santana, porque diabo não o havia de fazer o cavaco para embirrar com o Filósofo! O Zé Ferrão, e V. Exªs sabem que também não é assim tão verdade! O alheira gostava menos do Pedro que o cavaquito do Filósofo! Sempre esta última dupla é de dois ditadores, não é verdade?!

Só falta a Santa Igreja! Mas esta também anda à batatada. Se não veja-se: o Patriarca de Lisboa foi ao prós e contras dar umas sapatadas no Primaz de Braga. O primaz de Braga bem queria dar umas sapatadas no patriarca de Lisboa, só que ninguém o convida nem para os prós nem para os contras! Então resta-lhe fazer pirraça ao patriarca recebendo os sindicatos e os professores que querem dar uma tareia na senhora ministra e no governo! Não que o patriarca de Lisboa tenha qualquer ligação ou afinidade com este governo! De modo algum se aceita tal coisa!!! Cruz credo!! Um governo de maçons e ateus! Deus nos livre de tal! É só cá por coisas! Ora tem algum jeito ser o da velha Braga a presidir à Conferência Episcopal e não o da Capital! Que diabo de provincianismo é este!!! Tem lá jeito ou feitio!!!