segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Todos venceram, menos o povo!

Cá o Zé Ferrão tem cada vez mais admiração pela senhora República e, sobretudo, pela democracia! É que, de facto, todos temos que ter muito respeitinho por esta venerável senhora com trinta e quatro anos de idade – mais ou menos verão quente, mais ou menos PREC, mais ou menos ditadura militar – que continua a ser admirada por todos os cidadãos deste rectângulo plantada à beira-mar que Camões cantou melhor só com um olho que muitos filósofos com os dois ou os três arregalados!!!! (lá vem a brejeirice!!!)

Nas ilhas, há que reconhecer, o Povo falou, e falou alto – não fosse o Pico o ponto mais alto da nação (ou da república, ou de …. Sei lá como hei-de dizer). A vitória foi esmagadora! Maioria absoluta, sem qualquer margem para dúvidas. O povo falou e falou claro. O eco da sua voz estendeu-se a toda a nação, insular e continental! A decisão do povo foi soberana!

Os políticos cá do continente e alguns lá das ilhas bem tentaram fazer arengas, justificar resultados ou perspectivar o futuro; Porém, uma coisa foi certa, consabida, e sem qualquer margem para dúvidas: a vontade do povo foi soberana, falou mais alto e não se vai em cantigas!


 

E que disse o povo? Qual foi a vontade do ente soberano, turba informe e sem tino que tanto canta, "hossanas" como clama " à morte"?

A vontade do povo, meus amigos foi esta:

    " Ide lá pró raio que vos parta, que a gente fica mas é em casa que não estamos para ir votar em incompetentes que fazem promessas incumpríveis só para que lhes enchamos o papinho"

    Devo dizer que, se esta foi a lição da maioria dos açorianos, estamos mesmo a precisar de uma invasão a partir das ilhas.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Agora é que é! Uma barrigada de aumentos!

Cá o Zé Ferrão anda num sino! Se fosse o Zé a mandar havia umas eleições cada seis meses, para ver se isto não andava tudo direitinho, olá se não era! Durante uma data de tempo, estávamos todos na miséria, numa pobreza desgraçada. O Deficit era o grande bicho papão. Tudo andava em torno de poupar, poupar, cortar, cortar, cortar – mas na barriga dos desgraçados – com todas as despesas que estavam a mais!

Agora, já que estão aí as eleições, já há aumentos, já vai haver benefícios, já há uma trapalhada de coisas como se nunca viu. Acabou a crise; o governo garante, à custa de não sei quantos PIBs cinquenta mil euros por depósito bancário a todos os depositantes! É uma verdadeira maravilha!

Ora digam lá que, apesar dos embaraços do ministro, um ano de eleições não faz milagres! Um verdadeiro milagre da multiplicação das lecas, quando até aí andava tudo com os bolsos rotos!

sábado, 11 de outubro de 2008

O tempo dos homofóbicos!

O Parlamento Português, num acto inaudito e inesperado, acabou por chumbar a lei que, por proposta de uma certa visão política, entendia legislar sobre a possibilidade de casamento dos homossexuais.

No final da votação, que foi tudo menos pacífica, nas galerias houve gente a manifestar-se contra os deputados, acusando-os de homofóbicos, incoerentes e sei lá quantas coisas mais. Cá o Zé Ferrão, porque sempre achou que toda a gente tem direito a manifestar-se, desde que o faça com respeito que as instituições e as pessoas merecem, ficou abespinhado. Quer dizer: se o parlamento tivesse aprovado a lei, pondo na gaveta a vontade do povo português que não sufragou no programa político do PS tal andrajo, teríamos um parlamento democrata, uns deputados tipos porreiros, um país em que já não há quaisquer preconceitos em relação às escolhas de cada um! Como os "para-lameentares " votaram contra, já temos a democracia a cair, tudo a caminho da ditadura, um país de preconceituosos, homofóbicos, intolerantes, etc.ect. etc!

Não sei se este tipo de manifestações têm um carácter apologético, político, anárquico, defensor dos direitos das minorias, ou das maiorias, ou apenas são uma espécie de show off de trazer por casa e que visam somente reinar pela aniquilação da sociedade e dos seus fundamentos! Até admito que as pessoas possam fazer as opções que entendam, também no domínio sexual! Só espero que, um dia destes, não apareça para aí um qualquer movimento a defender o direito à pedofilia ou ao comércio de pornografia infantil ou qualquer outra matéria de cariz sexual supostamente defensável em nome da liberdade de opção sexual!!!

Não sei para onde se quer ir: mas penso que, por este caminho, vamos andar em círculo e, dentro de muito pouco tempo volta-se ao tempo da pedra lascada, em que o direito é sinónimo de força, a lei a da violência, e a sociedade a da selvajaria!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

À moda de Braga!

Passava hoje o Zé na 31 de Janeiro em plena hora de ponta, ao cair da tarde lenta. Eis, senão quando, encontra diante dos olhos, à moda não sei de quantos, um grupo de grandes trabalhadores a preparar lustrosa e bela luminária ou sinalética em que, mercê dos graves engarrafamentos dos últimos dias, procuravam indicar aos transeuntes a melhor forma de chegar a porto seguro!

Só à moda de Braga, não haja dúvida! Todo o dia, com menos tráfego, esteve a via mais liberta! Durante aquele período, nem engenheiros, nem polícias, nem qualquer alma de tais empresas1 Ao cair da tarde, hora de ponta, 18 e 30h, tudo à pinha e maquinaria no meio da estrada, meia dúzia de pessoas a dar ordens, uns tantos altos representantes da autoridade municipal de polícia a dar sentenças, muitas luzes a piscar… enfim, uma aparato dum raio antes de virar para a rua do raio. Que raio de rua!

Meus caros amigos, ainda bem que há inteligência para aproveitar os momentos oportunos e realizar, sem transtorno as obras necessárias!

E a quantidade de engenheiros que, de capacete na cabeça e muitos papeis nas mãos, faziam análise de projecto enquanto a polícia engarrafava o trânsito?! Uma maravilha, meus senhores, uma maravilha digna de ser vista!

Enfim, o Zé Ferrão ficou com a clara ideia de que isto há-de chegar longe, olá se há-de!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O casamento e o par de sapatos!


Um dia destes passado,em que tudo se passa e que passou passando, cá o Zé passava por um destes passeios, passeando em passo pacífico quando, dá de caras com um belo par de sapatos, que lhe piscaram o olho de cima de uma prateleira, na montra de uma loja! O Zé ficou deslumbrado! Foi amor à primeira vista! A vontade do Zé, eivada de desejos quase libidinosos, imaginava já um par de meias novas, de uma marca especial, com as quais presentearia os pés quando, numa união íntima, fizessem cumprir a vocação daqueles preciosos objectos, deslizando suavemente, rua fora, num jubiloso sapateado de fulgurosa alegria!
Entrei na loja. Desloquei-me junto deles e, ali ao pé, eram ainda mais belos, mais preciosos. A todo o preço teriam que ser meus!
Abordei a funcionária, que me informou o quanto custariam, o quanto de sofrimento monetário teria que despender para me unir àquele belo par de sapatos.
Com esforço, alegria, jubiloso, comprei o par de sapatos. Nos primeiros tempos, tudo foram alegrias: sapatos novos, toda a gente olhava para o Zé, era um orgulho.
Porém, não muito tempo depois, um dos sapatos começou a apertar-me. Das duas uma: ou o sapato encolheu, ou os pés alargaram! Depois de um foi o outro. O andar começou a ser mais custoso.
Uma belo dia, passando por outra montra, vi um par de sapatos ainda mais bonito. Resultado: fui à sapataria onde tinha comprado o primeiro par, abordei a funcionária e disse: Cá o Zé está farto dos sapatos que aqui comprou. Por isso, venho aqui para lhos devolver. Faça o favor de ficar com eles de volta!
A fulana, toda ufana, olha-me de alto a baixo e irritada, empertigada, quase zangada, responde: Mas o senhor pensa que está onde? Acha que vem para aqui brincar com coisas sérias? Um contrato de compra e venda é algo muito sério. Acha que se pode deixar de qualquer maneira aquilo que se comprou? Onde pensa que está? Que mundo é o seu? Se queria qualquer coisa para usar e deitar fora, em vez de sapatos, tivesse casado! Aí sim, podia agora, sem qualquer razão, acabar com o contrato! Aliás, foi o nosso grande FILÓSOFO quem assim o decidiu!

O que o o senhor fez foi comprar um par de sapatos, não foi um casamento! O que o senhor fez foi uma coisa séria, não foi uma brincadeira qualquer!

Cá o Zé, verificando que a senhora marçana tinha toda a razão, decidiu ter mais cuidado, não agir levianamente. Para a próxima, se é para usar e deitar fora, casa-se a gente, não compra um par de sapatos!