terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal laico, ao gosto da "santíssima" coisa pública!


Meus caros amigos, hoje o Zé Ferrão está indignado! Indignado porque, não sei em nome de que raio de valores ou princípios, vão existindo cada vez mais novas formas de atentado à liberdade de expressão e de consciência! Ou por outra, querem fazer-nos acreditar que a liberdade de consciência e de convicção só pode mover-se dentro de determinados padrões, esquemas politiqueiros ou ordens pré estabelecidas por alguns senhores que têm a mania que o mundo começa quando eles entendem que deve começar, a história faz-se daquilo que pensam ser a origem da história e o resto... são cantigas!
A que propósito vem isto?
O Zé leu aí num pasquim qualquer que a senhora esposa do Presidente da Coisa Pública convidou os alunos de uma escola de hotelaria da capital para procedem ao enfeite da mesa de Natal no Palácio do Bento (já que deve ser proibido acrescentar-lhe a referência religiosa de que foi Santo) Agora, pasme-se! A tal dita senhora, que até é detentora de uma grande colecção pessoal de presépios ou de Meninos Jesus, terá dado ordem expressa de que dos ditos enfeites não constasse qualquer referência religiosa, para não por em causa a laicidade do Estado! Isto não lembra ao diabo (perdoe-se-me a referência religiosa)!!!!
Como se o Natal fosse outra coisa que não uma festa religiosa! Como se o Natal não fosse só e só a celebração do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus! Pior, como se a laicidade do Estado e da coisa pública não devessem respeitar a história ou a cultura e a tradição! Como se, por essa via, fosse possível fazer coincidir o Natal com o nascimento daquela figura barriguda, simpática, mas profundamente falsa do Pai Natal! Como se a laicidade do Estado se mantivesse ou fosse um valor super omnia!
Fosse a senhora esposa do Presidente da coisa pública uma figura importante ou mesmo constitucionalmente consagrada e muito me preocupariam tais atitudes! Porém, como não é mais que uma figura de enfeite, que fica sempre bem nas recepções ou nas viagens de Estado, que os meus impostos pagam, lá vou tentar digerir mais esta barracada da senhora dona cavaca - respeitando as letras todas - e pensar que, no fundo no fundo, ela tomou aquela atitude pressionada por quem gostaria de estar a enfeitar a mesa da presidência da coisa pública.
Quanto ao resto, valha-nos o Deus menino, que na pobreza do presépio, continua tranquilo, em paz, amor e fé!
Santo Natal a todos!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Caridade para a função pública

 

Pois é, meus caros, cá o Zé Ferrão tem cada vez mais pena de não vivermos num Estado diferente! penso até que, como dizia alguém, de entre as várias formas de estado não nenhum pior do que o estado a que isto chegou. Se não, reparemos: Os funcionários da função pública, de uma forma geral – falando de quadros médios e superiores do funcionalismo administrativo – ganham mais que os trabalhadores do sector privado; têm seguranças e regalias que os privados não podem usufruir; têm o sistema de apoio médico da ADSE; têm comparticipações que os privados não podem ter; têm médicos que os privados não podem ter a não ser à custa de tudo pagar do seu bolso e mesmo assim… sabe-o Deus; enfim um sem número de coisas que os trabalhadores do sector privado não têm. Dois irmãos gémeos que, com a formação igual entrem no mercado de trabalho no mesmo dia, um na função pública e outro no sector privado, quando chegarem ambos à idade da reforma terão pensões de reforma distintas! Vá-se lá saber porquê!!!

Será que alguns dos senhores ministros ficou sem pé de meia e precisa de uma ajudinha para pagar o crédito à habitação? Claro que não, não pode ser! Até porque os senhores do governo não são funcionários do Estado, são servidores! 

Pois cá o Zé ainda vai ver se arranja um tacho na função pública – até porque o próximo ano é ano de eleições -  ver se encontra forma de ter quem lhe pague o crédito e, já agora, umas férias no Brasil, que isto por cá é uma ladroeira!                           

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Guerras de alecrim e água benta!

Grandes coisas se patenteiam diante dos olhos do Zé! O país anda em polvorosa e pouca gente parece dar-se conta. Os políticos todas à bofetada: os de esquerda porque está-se demasiado à direita; os de direita porque se está demasiado à esquerda. No PS, o Manuel anda cada vez menos alegre com o Sócrates; no CDS anda tudo a bater com as e no portas; No PSD ninguém sabe muito bem quem é quem ou o quê; ninguém sabe quem é o líder, ou se há líder ou, sobretudo o que é que lidera. O Pedrocas, mais pedaço menos pedaço, vai continuando a andar por aí e por aqui, sem rei nem roca, e, para o lixarem, deixam-no ser candidato a presidente da Câmara da capital para o impedirem de ir como deputado para o parlamento. Ao menos sempre se sabe: ou ganha a Câmara de Lisboa ou pregam com ele fora do partido, já que no parlamento não o querem. Grande jogada, sim senhor! Resta saber é de quem, se é que no PSD se sabe quem é que manda o quê!

Como se isto não bastasse, o Filósofo continua a alimentar uma guerra tinhosa contra o Cavaquinho. Quer, á viva força, que o homem perca poderes! E logo quem!!! Uma criatura tão (o)ciosa dos seus poderes de Presidente!!! Já não faltam vozes – inclusivamente a do "Portugueses!" a dizer que se existisse cá uma malita com umas coroas para fazer eleições, o cavaquito mandava tudo para o brejo e dissolvia o parlamento! Também a mim me não admira: se o presunto, ou alheira, ou compaio, ou Sampaio ou lá que diabo é, o dissolveu para embirrar com o Santana, porque diabo não o havia de fazer o cavaco para embirrar com o Filósofo! O Zé Ferrão, e V. Exªs sabem que também não é assim tão verdade! O alheira gostava menos do Pedro que o cavaquito do Filósofo! Sempre esta última dupla é de dois ditadores, não é verdade?!

Só falta a Santa Igreja! Mas esta também anda à batatada. Se não veja-se: o Patriarca de Lisboa foi ao prós e contras dar umas sapatadas no Primaz de Braga. O primaz de Braga bem queria dar umas sapatadas no patriarca de Lisboa, só que ninguém o convida nem para os prós nem para os contras! Então resta-lhe fazer pirraça ao patriarca recebendo os sindicatos e os professores que querem dar uma tareia na senhora ministra e no governo! Não que o patriarca de Lisboa tenha qualquer ligação ou afinidade com este governo! De modo algum se aceita tal coisa!!! Cruz credo!! Um governo de maçons e ateus! Deus nos livre de tal! É só cá por coisas! Ora tem algum jeito ser o da velha Braga a presidir à Conferência Episcopal e não o da Capital! Que diabo de provincianismo é este!!! Tem lá jeito ou feitio!!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Todos venceram, menos o povo!

Cá o Zé Ferrão tem cada vez mais admiração pela senhora República e, sobretudo, pela democracia! É que, de facto, todos temos que ter muito respeitinho por esta venerável senhora com trinta e quatro anos de idade – mais ou menos verão quente, mais ou menos PREC, mais ou menos ditadura militar – que continua a ser admirada por todos os cidadãos deste rectângulo plantada à beira-mar que Camões cantou melhor só com um olho que muitos filósofos com os dois ou os três arregalados!!!! (lá vem a brejeirice!!!)

Nas ilhas, há que reconhecer, o Povo falou, e falou alto – não fosse o Pico o ponto mais alto da nação (ou da república, ou de …. Sei lá como hei-de dizer). A vitória foi esmagadora! Maioria absoluta, sem qualquer margem para dúvidas. O povo falou e falou claro. O eco da sua voz estendeu-se a toda a nação, insular e continental! A decisão do povo foi soberana!

Os políticos cá do continente e alguns lá das ilhas bem tentaram fazer arengas, justificar resultados ou perspectivar o futuro; Porém, uma coisa foi certa, consabida, e sem qualquer margem para dúvidas: a vontade do povo foi soberana, falou mais alto e não se vai em cantigas!


 

E que disse o povo? Qual foi a vontade do ente soberano, turba informe e sem tino que tanto canta, "hossanas" como clama " à morte"?

A vontade do povo, meus amigos foi esta:

    " Ide lá pró raio que vos parta, que a gente fica mas é em casa que não estamos para ir votar em incompetentes que fazem promessas incumpríveis só para que lhes enchamos o papinho"

    Devo dizer que, se esta foi a lição da maioria dos açorianos, estamos mesmo a precisar de uma invasão a partir das ilhas.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Agora é que é! Uma barrigada de aumentos!

Cá o Zé Ferrão anda num sino! Se fosse o Zé a mandar havia umas eleições cada seis meses, para ver se isto não andava tudo direitinho, olá se não era! Durante uma data de tempo, estávamos todos na miséria, numa pobreza desgraçada. O Deficit era o grande bicho papão. Tudo andava em torno de poupar, poupar, cortar, cortar, cortar – mas na barriga dos desgraçados – com todas as despesas que estavam a mais!

Agora, já que estão aí as eleições, já há aumentos, já vai haver benefícios, já há uma trapalhada de coisas como se nunca viu. Acabou a crise; o governo garante, à custa de não sei quantos PIBs cinquenta mil euros por depósito bancário a todos os depositantes! É uma verdadeira maravilha!

Ora digam lá que, apesar dos embaraços do ministro, um ano de eleições não faz milagres! Um verdadeiro milagre da multiplicação das lecas, quando até aí andava tudo com os bolsos rotos!

sábado, 11 de outubro de 2008

O tempo dos homofóbicos!

O Parlamento Português, num acto inaudito e inesperado, acabou por chumbar a lei que, por proposta de uma certa visão política, entendia legislar sobre a possibilidade de casamento dos homossexuais.

No final da votação, que foi tudo menos pacífica, nas galerias houve gente a manifestar-se contra os deputados, acusando-os de homofóbicos, incoerentes e sei lá quantas coisas mais. Cá o Zé Ferrão, porque sempre achou que toda a gente tem direito a manifestar-se, desde que o faça com respeito que as instituições e as pessoas merecem, ficou abespinhado. Quer dizer: se o parlamento tivesse aprovado a lei, pondo na gaveta a vontade do povo português que não sufragou no programa político do PS tal andrajo, teríamos um parlamento democrata, uns deputados tipos porreiros, um país em que já não há quaisquer preconceitos em relação às escolhas de cada um! Como os "para-lameentares " votaram contra, já temos a democracia a cair, tudo a caminho da ditadura, um país de preconceituosos, homofóbicos, intolerantes, etc.ect. etc!

Não sei se este tipo de manifestações têm um carácter apologético, político, anárquico, defensor dos direitos das minorias, ou das maiorias, ou apenas são uma espécie de show off de trazer por casa e que visam somente reinar pela aniquilação da sociedade e dos seus fundamentos! Até admito que as pessoas possam fazer as opções que entendam, também no domínio sexual! Só espero que, um dia destes, não apareça para aí um qualquer movimento a defender o direito à pedofilia ou ao comércio de pornografia infantil ou qualquer outra matéria de cariz sexual supostamente defensável em nome da liberdade de opção sexual!!!

Não sei para onde se quer ir: mas penso que, por este caminho, vamos andar em círculo e, dentro de muito pouco tempo volta-se ao tempo da pedra lascada, em que o direito é sinónimo de força, a lei a da violência, e a sociedade a da selvajaria!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

À moda de Braga!

Passava hoje o Zé na 31 de Janeiro em plena hora de ponta, ao cair da tarde lenta. Eis, senão quando, encontra diante dos olhos, à moda não sei de quantos, um grupo de grandes trabalhadores a preparar lustrosa e bela luminária ou sinalética em que, mercê dos graves engarrafamentos dos últimos dias, procuravam indicar aos transeuntes a melhor forma de chegar a porto seguro!

Só à moda de Braga, não haja dúvida! Todo o dia, com menos tráfego, esteve a via mais liberta! Durante aquele período, nem engenheiros, nem polícias, nem qualquer alma de tais empresas1 Ao cair da tarde, hora de ponta, 18 e 30h, tudo à pinha e maquinaria no meio da estrada, meia dúzia de pessoas a dar ordens, uns tantos altos representantes da autoridade municipal de polícia a dar sentenças, muitas luzes a piscar… enfim, uma aparato dum raio antes de virar para a rua do raio. Que raio de rua!

Meus caros amigos, ainda bem que há inteligência para aproveitar os momentos oportunos e realizar, sem transtorno as obras necessárias!

E a quantidade de engenheiros que, de capacete na cabeça e muitos papeis nas mãos, faziam análise de projecto enquanto a polícia engarrafava o trânsito?! Uma maravilha, meus senhores, uma maravilha digna de ser vista!

Enfim, o Zé Ferrão ficou com a clara ideia de que isto há-de chegar longe, olá se há-de!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O casamento e o par de sapatos!


Um dia destes passado,em que tudo se passa e que passou passando, cá o Zé passava por um destes passeios, passeando em passo pacífico quando, dá de caras com um belo par de sapatos, que lhe piscaram o olho de cima de uma prateleira, na montra de uma loja! O Zé ficou deslumbrado! Foi amor à primeira vista! A vontade do Zé, eivada de desejos quase libidinosos, imaginava já um par de meias novas, de uma marca especial, com as quais presentearia os pés quando, numa união íntima, fizessem cumprir a vocação daqueles preciosos objectos, deslizando suavemente, rua fora, num jubiloso sapateado de fulgurosa alegria!
Entrei na loja. Desloquei-me junto deles e, ali ao pé, eram ainda mais belos, mais preciosos. A todo o preço teriam que ser meus!
Abordei a funcionária, que me informou o quanto custariam, o quanto de sofrimento monetário teria que despender para me unir àquele belo par de sapatos.
Com esforço, alegria, jubiloso, comprei o par de sapatos. Nos primeiros tempos, tudo foram alegrias: sapatos novos, toda a gente olhava para o Zé, era um orgulho.
Porém, não muito tempo depois, um dos sapatos começou a apertar-me. Das duas uma: ou o sapato encolheu, ou os pés alargaram! Depois de um foi o outro. O andar começou a ser mais custoso.
Uma belo dia, passando por outra montra, vi um par de sapatos ainda mais bonito. Resultado: fui à sapataria onde tinha comprado o primeiro par, abordei a funcionária e disse: Cá o Zé está farto dos sapatos que aqui comprou. Por isso, venho aqui para lhos devolver. Faça o favor de ficar com eles de volta!
A fulana, toda ufana, olha-me de alto a baixo e irritada, empertigada, quase zangada, responde: Mas o senhor pensa que está onde? Acha que vem para aqui brincar com coisas sérias? Um contrato de compra e venda é algo muito sério. Acha que se pode deixar de qualquer maneira aquilo que se comprou? Onde pensa que está? Que mundo é o seu? Se queria qualquer coisa para usar e deitar fora, em vez de sapatos, tivesse casado! Aí sim, podia agora, sem qualquer razão, acabar com o contrato! Aliás, foi o nosso grande FILÓSOFO quem assim o decidiu!

O que o o senhor fez foi comprar um par de sapatos, não foi um casamento! O que o senhor fez foi uma coisa séria, não foi uma brincadeira qualquer!

Cá o Zé, verificando que a senhora marçana tinha toda a razão, decidiu ter mais cuidado, não agir levianamente. Para a próxima, se é para usar e deitar fora, casa-se a gente, não compra um par de sapatos!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Escola de altíssimo quilate e grande tecnologia!


Meus caros amigos, o povo está num sino! Iniciou-se mais um ano lectivo e o maralhal volta todo para este grande manancial de cultura, civilidade, educação e cidadania que é a escola portuguesa! Temos, na verdade, um sistema de ensino que é dos melhores do mundo. Mais, temos até um sistema de ensino que vai dar a volta ao mundo. Explico: as nossas cultas e cidadãs criancinhas escrevem mal e porcamente a língua materna, esta coisa do português ou do brasilês ou lá que diabo é! Porém, são versáteis, conhecedoras e profundamente iniciadas na santa mãe língua inglesa, único caminho seguro para a cultura global, para a economia de mercado e para os sites pouco recomendáveis da net, em que chats e chatos se confundem numa amálgama intrincada de nada com coisa nenhuma!

Mas há mais: mal sabem pegar num cálamo, quer dizer, uma esferográfica - mania de usar arcaísmos! Têm uma grafia, que de caligrafia nada tem, num estilo tipicamente contemporâneo que cá o Zé designa por "eu te escrevi, o diabo que te leia!" No entanto, estas mesmas doces crianças, que não sabem de história mais que a data dos implantes de silicone da floribela, vão todas andar à pancada por causa de um tal Magalhães, que não deu a volta ao mundo mas lhes dá volta à cabeça!
Seja como for, é um grande triunfo para o nosso FILOSOFO!
Criancinhas pouco mais que ignorantes mas altamente ligadas à volta do mundo por elevadíssima tecnologia! É mesmo uma visão do estreito de Magalhães!
Quem dera cá ao Zé ter tido a hipótese der ter um computador na escola primária, em vez de uma desgraçada caneta de tinta permanente que ainda utiliza! Se calhar seria agora alguém importante, um político famoso, ministro de qualquer coisa e escusava de andar aqui a escrever como quem brada no deserto!
Enfim, outros tempos, outras tecnologias. Nem sei bem como sobrevivíamos a aprender de cor as regras da gramática e a cantar tabuada! Éramos mesmo incultos!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Justiça a acelerar e o povinho a pagar!

É fácil, lá diz o ditado, passar-se de bestial a besta. O que é facto é que o contrário não corre à mesma velocidade. No entanto, cá o Zé entende que as coisas, com umas lecas á custa do Zé Povinho, até se conseguem.
O Dr. paulo Pedroso é disso prova. Primeiro cruxificaram o homem, não sei bem porque razões. Era um isto, um aquilo, sei lá que mais. O juiz que o mandou prender, era um herói, o maior, um grande justiceiro, um português de primeira... Etc. etc. Agora, o homem põe-se de modos, prega com o Estado no banco dos réus e o zé povinho paga, dos seus impostos 20 mil contos dos antigos, mais uns quebrados, e é sempre a somar e mais somar....

Passa o réu de isto e aquilo a... mais rico cem mil euros; passa o zé tuga de pobre a mais pobre porque a justiça que cometeu injustiça foi justiçada à custa dos bolsos do zé! Toma lá, que é democrático!!!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

País de Brandos costumes! Pois sim!!!

Andamos todos aflitos e com o credo na boca! Uns pensam que chegámos ao antigo oeste, em que índios e pistoleiros andavam à pancada a ver quem matava mais. O Arcebispo de Braga vem à praça pública dizer que o que provoca isto tudo é a crise! Os senhores do poder andam a ver se culpam as leis que fazem pela existência de tanta malandragem. Os juízes a berrar em voz alta e solene que a culpa é das leis que outros fizeram e eles, infalíveis "ex cathedra" aplicam sempre tão bem e com tanto rigor e sentido jurídico!
O que é facto é que há roubos, furtos, violência, medo de andar na rua, receio de caminhar onde antes se passeava!

Claro que a comunicação social se encarrega de transformar em cataclismo o que pouco mais é que um espirro. Porém, até o Zé começa a pensar que é demasiada instabilidade para um rectãngulo tão pequeno e com uma tradição de tão brandos costumes.

Mas há outra coisa que o Zé também tem pensado: qual será a razão pela qual a Tia Manela tá tão sogadita e caladita que não dá um único suspiro contra o filósofo? Ou cortaram o pio a Tia Manela ou ela prepara-se para ir para o grande bloco central! Há-de ser o belo e o bonito, olá se há-de!

Enfim, tirando uns tiros, ou uns arrombamentos e uns despedimentos, cá o zé Tuga vai vivendo todo contentinho. Carago! Pois se até já começou o campeonato de futebol!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Os Jogos olímpicos e o Zé Tuga

Não é, nem de longe nem de perto, das coisas mais digestivas sobre as quais o Zé escreve. De facto, para além de perceber pouco ou nada de desporto, nunca foi uma área que lhe diga muito. Mas, enfim,não há necessidade de ser muito entendido para concluir que algo não anda bem na mentalidade do Tuga, patriótico futeboleiro, que tem malhado com força nos atletas que estão a representar Portugal na China. Ao que parece, cá o povo, no velho burgo, tem ficado com os olhos em bico porque os nossos rapazes e as nossas raparigas não têm consigo resultados por aí além! O chefe da banda olímpica portuguesa parece que se vai demitir - ou já o terá feito! A tropa arregimentada tem mandado umas bocas esquisitas sobre a sua participação: uns parece que estão lá por favor, outros estão todos contentinhos só porque foram; outos não sabem muito bem onde estão e, provavelmente, outros estão mortinhos por regressar aos rojões e ao caldo de couves com broa de milho, deixando o arroz comido com paus aos amarelos!
Pois é! O que é facto é que a prestação das nossas gentes não tem sido lá grande coisa. Será que é por ganharem pouco? Os dos futebóis sempre arrecadam mais umas coroas! Mas o zé tuga, apesar de barafustar, nem pos bandeiras republicanas às janelas e varandas - onde ficam até apodrecer, como a república - nem encheu as praças e cafés com televisores gigantes para transmitir as provas em directo. Parece-me que somos mais futeboleiros que desportistas! É pena que só queiramos medalhas olímpicas porque as vemos fugir para os outros, para os que se esforçam e levam as competições a sério, para os que treinam para dar o melhor e esforçam-se ao máximo, sem piadas torpes e "bocas" palermas sobre as horas de sono e horários de funcionamento.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Coisas do arco da velha! A ser verdade... que grande galo!!!


O Zé deu-se ao trabalho, num intervalo de férias, de passar um olhar de relance pelos periódicos. É sempre difícil de fazer uma escolha, uma vez que uns são movidos por interesses políticos; outros, pela manifesta falta de rigor, não nos inspiram credibilidade; outros ainda, sobretudo os regionais, ou têm um carácter demasiado bairrista ou são apologéticos de pessoas ou instituições, privando-nos, assim, de uma informação isenta ou imparcial.
Qual não é o espanto quando lê, num desses periódicos regionais, que um artolas, armado em fino, levou na cantiga uma data de abades do Minho que queriam comprar um livrito sobre a vida de Jesus - a ver se, finalmente, sabiam sobre Ele alguma coisa - e acabaram por cair no conto do vigário! Ele há coisas!!! A ser verdade, o que não sabemos, não deixa de ser engraçado: os abades caíram no conto do vigário! Sinais dos tempos, é o que! Ora se um artolas me aparece com um papel vindo de casa do chefe em que é dito que não se opõe à divulgação de uma obra, o que é que me custa a acreditar que aquilo tem tanta importância como a Bula "Manifestis Probatum"?
Além disso, se os livros custam 125 euritos e eu tenho a hipótese de ficar com o dobro dos livros pelo mesmo preço - claro que para os oferecer todos aos paroquianos e amigos que querem conhecer a vida de Jesus!!! - porque carga de água benta é que não vou aproveitar este momento de ... evangelização?

Bem, o jornalista lá diz "...o negócio era tentador...". Mas enfim: Nosso Senhor também venceu as tentações!
Agora, já que o vigário deu sopa aos abades, polícia com ele, que é o demónio!
Sempre quero ver o que isto vai dar. Das duas uma: ou há para aqui marosca da grossa e lá vai o braço secular ter que fazer justiça, ou então o vigário não fez vigarice e vai tudo rente, nem as avé Marias do fim se salvam!
Vamos a ver se há cenas do próximo capítulo, para a gente acompanhar. Cá o Zé Ferrão vai ficar atento a ver se sabe mais alguma coisa!
O que espera é que o tal periódico regional não queira julgar na praça pública o que compete à justiça! Não acredito!!! Não é seu costume!!!
Mas se for tudo rente... não há dúvida: para os espertos lá está o Rafael Bordalo Pinheiro:

sábado, 9 de agosto de 2008

Portugal e seus brandos custumes! Nem a Santa Igreja Escapa!


Há alturas em que não sabemos muito bem em que país estamos, em que mundo vivemos ou se as coisas não estarão de pernas para o ar! Quem, como eu, ainda se lembra de ouvir chamar a Portugal país de brandos costumes, começa a ter dúvidas de que essa adjectivação ainda seja aplicável a este rectângulo plantada à beira mar e que será - em poucas léguas quadradas - pertença do povo luso! As televisões, as rádios, transmitiram em directo uma situação digna de um filme americano e que, outros como eu, pensavam só ser possível lá nesse país pouco mais que ignorante, sem história nem identidade, a que chamam a terra do Tio Sam! Talvez por ser a terra da democracia - eles assim reivindicam a paternidade - é comum haver para lá umas traulitadas, uns tiros e uns reféns. Agora, cá na terra do vinho carrascão, do fado e dos toiros, é coisa inaudita e que só pode significar duas coisas: ou estamos no mau caminho, na senda do vale tudo - que é parecida com a senda do Vale e Azevedo - em que se perdeu o tino, ou então é mais um claro sinal de uma profunda crise social, mais importante que a crise do estatuto dos Açores, e que há-de redundar, doravante, em coisa ruim!
Uma coisa é certa: os nossos polícias mostraram estar à altura para solucionar a questão. Devo dizer que apreciei a forma pronta e expedita com que intervieram, ainda que deva lamentar um triste desfecho saldo em um morto!
Espero que os politiqueiros deste país vejam estes sinais, pronunciem-se sobre eles, e não façam como a avestruz.
Isto está mau, meus senhores, é o que é! Não há dinheiro, o emprego escasseia; a paz social é abalada e, ao que parece, nem a Santa Igreja escapa.
Parece, ao caso, que há para aí uma população a querer chegar a roupa ao pelo - como quem diz - ao Arcebispo de Braga porque lhes transferiu um pároco que, ao que consta, até terá pedido para sair. vai daí, o zé povinho, não está com mais medidas: já que há crise, faça-se crise na paróquia; já que há protestos, proteste-se contra o Bispo! Ora tinha lá ele alguma coisa que nos tirar o senhor Abade? Ora o nosso senhor Abade tinha alguma coisa que dever obediência ao Bispo? Ele deve é obediência cá à gente, que "a gente é sabe"! Religião às arrobas, caros leitores! Isto é que é povo, carago: contra o Bispo, que nos tira a nossa religião, marchar, marchar!

E eu, que até tinha dificuldade em entender os não católicos!!!!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Portugal suspenso nas importâncias do Sr. Presidente da República!


Quem conhece cá o Zé Ferrão sabe que ele tem um "grande amor" à república e aos valores que ela representa!!!! Sobretudo porque só numa república madura, séria e de profundos valores é possível acontecer o que vimos no dia 31 de Julho de 2008. Pela manhã, ao romper da aurora, jornais, rádios e televisões começam a informar o zé parolo: "o Senhor Presidente da República vai interromper as férias - vejam lá bem o pobre!! - para fazer uma solene comunicação ao país". Ficou toda a gente em suspenso! Que diabo de música será que o Cavaquinho quer tocar? Será que está cansado de filosofia? Será que aconteceu alguma coisa que o leve a dar férias prolongadas aos deputados, ao governo e ao primeiro? Será que se descobriu petróleo no Beato, como me dizia um amigo, ou no Algueirão? Será que decidiu vender o país aos árabes ou aos espanhóis? Será que se zangou com a esposa, com os empregados de S. Bento ou com o motorista e vai lançar um concurso público para arranjar substitutos? Será que quer propor que o bolo rei passe a chamar-se bolo presidente? Será que vai decretar que o bolo rei seja substituído pelas cavacas, em honra de alguém?
Enfim, às oito horas da noite saber-se-ia qual seria o grande acontecimento que fez andar o país em suspenso. E tal foi a importância da coisa, tal o empenho dos cidadãos que o dia passou-se em profunda reflexão, trabalho árduo, sem conflitos sociais, sem furtos, sem roubos, sem corrupção, sem excessos de velocidade, sem ronha, com o cumprimento dos horários de trabalho, com o zelo e o empenho necessários a sustentar os pilares da senhora república cujo presidente, na sua bombástica comunicação, poderia vir a fazer tremer.

Eis, pois que são chegadas as 20 horas! Luzes, microfones, som, câmaras: acção!
O Senhor Presidente da República anuncia a todos os devotos, suspensos e ansiosos portugueses que está danado porque há para aí uns senhores que queriam fazer uma lei - que entretanto o Tribunal Constitucional já tinha chumbado - que lhe queria retirar poder, obrigá-lo a consultar não sei quantas pessoas para dissolver não sei o quê e transformar os Açores numa coisa qualquer, quem ninguém entendeu muito bem, e que ele acha que não devia ser porque ... qualquer coisa conjugada com não sei que mais e pronto!!!
O diabo foi o que se lhe seguiu! Ora se toda a gente tinha andado suspensa; se todos os cidadãos queriam, desejavam ardentemente beber o preciosíssimo cálice que o mais alto representante da coisa pública tinha para servir; se se tinha passado o dia à espera daquele momento excelso na vida da nação, que raio de coisa é que se havia de dizer daquele momento ... enfim... que... pois... mais não foi que uma espécie de pública manifestação de um menino birrento e aborrecido porque lhe queriam tirar um chocolatinho?
Fez-me lembrar a história do menino mentiroso, que, mentindo, tantas vezes gritou a lobo e fez crer ao povo que estava lá o bicho que, quando o bicho veio mesmo, ninguém lhe acudiu e o lobo acabou por comê-lo!
Para que diabo tanto segredo, tanto suspense, tanta cantiga! Se o primeiro Magistrado da Nação tem esta atitude numa coisa que podia ter feito por escrito em documento dirigido à Assembleia da República ou aos cidadãos em geral, quando necessitar que o país o ouça em coisas verdadeiramente sérias e que devam ter importância de comunicações em directo ao país pela TV e pela rádio o zé faz-lhe o manguito!

Ora aí está mais uma razão para o Zé Ferrão admirar a república e as suas importâncias!!!!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A nós ninguém dá lições e pronto!!! Corruptos? Nós? Era o que faltava!


Lá tem o povo razão: quem fala muito acaba por .... ter que ir gerir um banco para a Europa!
Pois, meus caros, foi o que aconteceu ao senhor Engenheiro (este parece que é mesmo) João Cravinho. O homem, (coitado!), andava para aí com umas ideias amalucadas de criar umas coisas contra a corrupção. Foi-se a ver e isso significava ter que dar umas "ferroadas" nos amigos - (parece quase o Zé Ferrão!!!) - e não estiveram cá com meias medidas: põe-te na alheta, vai lá para a Europa governar um banco e deixa-nos cá com essas coisas, que "amigo não empata amigo".
Resultado: o homem quando cá vem e diz umas coisas, leva na cabeça, já que não tem que vir dar lições a quem quer que seja. Ironias do carago, meus amigos!
Diz o pobre diabo, a ver se há para aí algum partido que o livre do desterro, que a comissão de combate à corrupção é uma coisa quem nem é carne nem peixe, nem é nem deixa de ser. Não tem ninguém a tempo inteiro e os modelos de virtude, impolutos e incorruptíveis que a compõem só recebem umas magras senhas de presença pelas participações nas reuniões. Pode lá ser, tal despautério! Como é que querem que estes senhores, com umas magras senhas de presença, possam combater a corrupção! Isto tem lá jeito, modo ou feitio?!!! Têm que ser bem pagos, sim senhor. Quando não... pode haver qualquer surpresa!!!

Mas os senhores do poder, amigos que foram do Cravinho, logo se apressaram na lide: o PS não recebe lições de ninguém sobre a corrupção! Eu daqui concluo duas possíveis linhas de entendimento: ou não estão para o aturar, ou então já sabem tudo sobre corrupção!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Aliança ibérica: nova divisão do mundo!


Meus caros amigos, o Zé Ferrão, contrariamente ao que muitos vaticinaram e tantos outros desejaram, nem morreu nem terminou com a sua mania de pensar. Tem andado a tratar da vida, uma vez que há sempre muito que fazer para quem queira trabalhar. No meio destas andanças, foi-se apercebendo das modas e de como as querem fazer correr! Por isso, volta hoje à carga com um tema muito na moda, na moda de mais, mas que ainda vai dar que falar, olá se vai! O sapateiro, do lado de lá, e o filósofo, do lado de cá, quase que fazem lembrar o refrão da cantiga: "juntaram-se os dois à esquina, a tocar a concertina e a dançar"... o carago, meus amigos, o carago! Fala-se, cada vez mais, de um pujante movimento gay, que está a impor-se com uma força cá na península que... quase que até já é proibido ser-se heterossexual!
Um dia destes, contava-me um amigo: "sabe, em Espanha há duas grandes linhas de combate político; uma delas é a consagração do loby gay, como modelo para a sociedade; outra o anticlericalismo militante e jacobino que, numa espécie de caça às bruxas, tenta por tudo denegrir a Igreja Católica e levá-la ao ridículo, perseguindo-a". Cá o Zé pensou: ora aí está uma nova versão do tratado de Tordesilhas: divide-se o mundo em duas partes; o sapateiro, em Espanha, fica dono do mundo gay e anticlerical; o filósofo, em Portugal, faz o mesmo, mas aos pouquinhos, que o zé parolo de cá não come estes dois ricos pratinhos com a mesma facilidade que o de lá. Há é, sem grande dúvida, uma nova aliança nas Espanhas, uma política comum ou com fins muito parecidos.
Nós, como já não vamos cantando e rindo, mas vamos levados, levados sim, nem sequer estamos a ter consciência de que há uma nova forma de expansão e de neocolonialismo: o colonialismo destruidor da sociedade como a conhecemos e a tentativa de impor novos padrões, sem jeito nem modo, mas que se dizem legítimos, em nome de um diabo de uma liberdade ou de uma libertinagem esquisita e levada de quantas brecas há!
Já sei que há já aí uns senhores que me chamam uma data de nomes e, ao mesmo tempo, dedicam o seu único neurónio a ofender a minha senhora mãe. Porém, não se chame intolerância ao exercício da inteligência, nem se chame liberdade ao mau uso da razão. É velho e sábio do brocardo que diz: de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento".

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Vaticano à beira da bancarrota!


Meus amigos, são sinais dos tempos, é o que é! Cá o Zé Ferrão, depois de ter dado uma ferroadita nos bispos portugueses, que aumentaram o preço das missas e andam a aprender a gerir, hoje até quase que tem pena dos pobres - mas mesmo só quase! Quando se começam a ler notícias de que as contas do Vaticano estão nas lonas... é o carago, senhores, é o carago!
A crise chega a todo o lado. As despesas - com as coisas do Senhor e não só - aumentam e nem o senhor S. Pedro consegue fazer chover uns canecos de petróleo na Santa Sé para resolver o problema financeiro! Qualquer dia temos para aí os altos dignitários do clero romano a andar de bicicleta ou a pé para atravessar o Vaticano, que pouco deve restar para o gasóleo dos Mercedes! Pobres deles!!!
É por estas e por outras que os Bispos cá de Portugal foram aprender a gerir. Assim sempre se pode tentar combater a crise, que chega a todos, sem que se desperdice o dinheiro que o zé parolo ainda vai dando. As obras, hão-de ser menos e melhor controlados os orçamentos aos amigos empreiteiros; menos gastos na farpela; menos gastos nas carroças - andar mais de bicicleta - e fazer umas férias só de um mês, ainda que custe romper com as tradições seculares!
Mesmo assim, chega-se ao fim, vira-se os bolsos e.... só sai cotão!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Futebol: glória nos campos - (será?) - vergonha nas secretarias!


Meus caros amigos, cá o Zé Ferrão tem andado muito atento ao mundo futeboleiro. Tem acompanhado os últimos remates e, sobretudo, os últimos penaltis (acho que é assim que se escreve). No final de contas, o Zé recorda-se que, como dizia o anúncio, ainda é do tempo em que o futebol era um desporto. Arranjava-se uma bola - a que agora chamam esférico - colocavam-se onze jogadores de cada lado e ganhava quem enfiasse mais vezes a bola na baliza - acho que a isso se chama golo?!!! Agora é outra loiça: há para aí uns senhores que entendem que o futebol é uma coisa que até já mete Conselheiros, mui colendos Conselheiros, que fazem assembleias, botam votações; terminam reuniões antes do tempo, decidem com ou sem quorum, aplicam sanções disciplinares, enfim: tudo aquilo que nada tem que ver com o tal esférico. É o carago, meus senhores, é o carago! Mas a pouca vergonha a que isto chega é de tal natureza que há verdadeiras guerras de palavras e pedras; há verdadeiras cenas de pancadaria e vandalismo; há verdadeiras parangonas de jornal e telejornal, e fotojornal e outras coisas que tal onde já não há bola, nem esférico, nem relvado - que até esse é sintético (para que o não comam) - nem jogadores nem nada que cheire a desporto. Também não sei muito bem que raio farão os Conselheiros no meio de tal babujem, com tanto que haveria que dar-lhes a fazer nos tribunais! A não ser que - similes cum similibus - haja aqui questões de séria justiça! Mas cá o Zé ainda tem outra explicação: com a reforma do código de processo civil é mais difícil aos cidadãos intentarem recursos para o Supremo Tribunal de Justiça - o tal sítio onde deveriam trabalhar os Conselheiros! Querem lá ver que é porque os senhores Conselheiros passam mais tempo no lamaçal do futebol e não há juizes que cheguem para os recursos judiciais? Cá o Zé ainda dá um conselho - que poder ser só uma pequena freguesia: bons juizes para tal lameiro encontram-se é em Fafe!

sábado, 5 de julho de 2008

Machadadas na família! Os lóbis da sociedade.



Há para aí uns senhores que teimam, a qualquer preço, em virar a sociedade de pernas para o ar. Tudo vale, tudo se explica, nem que, para isso, seja necessário inverter a ordem das coisas, chamando natural ao que o não é e, por essa via, dar cobertura da lei, em nome da liberdade e da igualdade, ao que não tem ponta por onde se lhe pegue.

Dizem que vivemos num estado moderno, sem preconceitos sociais e em que o último resquício de velharia serão os que, cá como Zé Ferrão, têm um conceito de família e de sociedade assente numa visão cristã. Talvez sejamos uma velharia; talvez o que consideramos direito seja torto! Mas lá que me custa a crer e a aceitar a valha tudo, até tirar olhos, ou que tudo é legítimo - sem qualquer princípio de ética natural - isso custa!

Ainda que se possa dar de barato que a homossexualidade seja uma coisa normal - no sentido de que deve ter a tutela da norma - não me parece que possa aceitar-se ou sequer tolerar-se que o lóbi gay, instalado na sociedade ao mais alto nível, queira fazer passar a mensagem de que a heterossexualidade é que é um erro anquilosado e sem sentido. Com a invocação de que o casamento gay é um direito igual ao casamento dos heterossexuais está a destruir-se, por via da invocação do princípio da igualdade, o a instituição casamento.
O Zé Ferrão bem sabe que devemos ser tolerantes. A tolerância, como todos sabemos, é a capacidade de conviver com o que está errado - uma vez que se assim não fosse, seria desinteligência e não tolerância, porque seria não querer ver o que está certo. Ora eu não tenho nada contra a tolerância devida a quem seja ou queira ser homossexual. O que me choca é que, na Assembleia da República, o tal lóbi queira fazer uma cruzada contra a família de raiz judeo-cristã e se debata a ferro e fogo em prol do casamento dos gays como sendo igual a qualquer outro casamento. Bem sei que, na frieza da lei civil, o casamento é um contrato, como é o de compra e venda ou o de prestação de serviços. Porém, até a lei - claro que feita por velhadas incompetentes do tempo do Estado Novo, beatos, a cheirar a água benta e sem o mínimo conhecimento jurídico!!!! - há incapacidade de gozo para contrair casamento em determinadas situações, dada a especificidade tão grande de tal contrato!
O PS diz na Assembleia que até ao fim desta legislatura há-de haver entre nós a legalização dos casamentos gay! O Presidente da Câmara de Lisboa já tinha dito que cederia o Salão Nobre dos Paços do Concelho para a realização da cerimónia - espero que também pague os vestidos, o copo de água e que os casamentos gay passem a ser casamentos de santo António (Costa)! Não sei se, na sequência de tão felizes enlaces, os edifícios do Estado poderão servir para a consumação dos casamentos, mas é provável que sim!!!


Há questões que são fracturantes na nossa sociedade! Não há raio de liberdade e de igualdade neste mundo que seja justificativo de tal bestialidade!
Mas o Zé também sabe que há uma incapacidade geral dos nossos políticos em pensar, ser racional e colocar a funcionar o que tem - se é que tem!? - em cima dos ombros!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Uma Ministra que, em público, diz que vai pró público! Carago!!!


O Zé, esta noite, até dormiu melhor. Foi uma consolação, uma alegria que até fez passar a noite sem ressonar!!! Uma Paz no prédio inteiro. A senhora Ministra da Saúde, com seu ar saudável e voz angélica, informou os portugueses que também gosta de passar longas horas nas filas de espera para arranjar uma vaga para as consultas, olá! A final, não é só o zé parolo que tem que suportar um serviço nacional de saúde com graves deficiências, atrasos e demoras intermináveis e consultas de especialidade marcadas para depois da morte. A Senhora Ministra, dando uma ferroada ao sector privado - que é pelo menos incompetente, nas suas palavras não ditas - diz que vai ao serviço público. Como se alguém acreditasse em tal coisa, benza-a Deus!
Uma coisa é certa e o Zé entende: se ela, ainda que com revolta das tripas, não defende a sua dama, quem é que a vai defender, sabendo que funciona tão mal?
Mas fica aqui um reparo à Senhora Ministra: não diga tais asneiras à custa do sector privado, que toda a gente sabe que só tem progredido e bem porque o Estado não cumpre e aplica os impostos do zé em basbaquices que não deve.
Já dizia o Senhor Presidente do Conselho - não o actual, o doutros tempos, o botas, - que em política o que parece é. Mas, ó Senhora Ministra, aquilo que a Senhora diz nem sequer parece.
Políticos com credibilidade, eis o nosso maior tesouro para combater o deficit!

terça-feira, 1 de julho de 2008

A cordilheira vai parir a ponta do rabo de um rato farinheiro!


Ó terras de Portugal,
ó povo de marinheiros!
Quem vos fez grandes na história?
Quem vos louvou na vitória?
Quem vos chorou na derrota?
Quem vos leva à banca rota
pela falta de dinheiros?
Quem vos convenceu que a glória
há-de ser mais que a memória
dos tempos de antigamente,
em que p'lo mar adiante
fostes, em ardor constante,
plantar em remota gente
vossos pobres galinheiros?!



O zé, ("carago"!), está hoje para a poesia, olá!!!! Hei-de cantar, rir e festejar, porque é volvido mais de um ano sobre a novela do caso Madie. Hoje, depois de tanto suor, tão profunda investigação, tanta glória da nossa PJ, tanto orgulho nacional por uma investigação séria e honesta, alguém conclui que o melhor será propor o arquivamento do caso! Isto sim, faz lembrar as grandezas de outrora, em que em cascas de noz, cheios de orgulho aventureiro, fomos pelo mar adiante a ver se ... fugíamos da desgraça que cá havia!!!!
Este nosso Portugal, que quase, quase, ficava na história da Europa com um Tratado abortado, muito mal abotoado, que está agora encravado - e ele a dar-lhe com a poesia! - vê agora luz no fundo do túnel da investigação que fez encher até ao vómito os jornais e telejornais deste país, sempre em busca de escândalos e palermices que encham os chás das tias ou dêem que fazer às línguas das vizinhanças, ávidas de tramelar!!!
A pobre menina, que se esfuma no desconhecido, graças a tanta palermice e basbaquice, foi quem menos contou. Vimos durante meses os mais variados crânios a discutir direito penal e processo penal. Quase que se fez por correspondência um curso geral de direito. Portugal, além de terra de aventureiros e navegadores, passou a ser pátria de insignes e profícuos juristas - à vela, como noutros tempos!!! Agora, conclui-se à portuguesa: arquive-se, que não há provas concludentes. Haja paciência para tanta incompetência!!!
Entretanto, viva a poesia, até que um dia se chegue a qualquer coisa!!!! Se já temos um prémio Nobel da literatura... só nos falta um das ciências policiais. O facto é que a qualidade é semelhante!!!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Tiros e tiras a ver se o tiram!


Pois é, pois é!São as novas formas de democracia, à portuguesa! Agora há para aí uns senhores que andam aos tiros ao primeiro, a ver se ele se amedronta. Não me parece. Agora os tiritos são é à moda do zé tuga: meia hora depois do primeiro já ter saído. Pontaria do carago. Além disso, apontam ao telhado, ou às chapas de zinco. É à portuguesa: quanto mais barulho melhor, pra ver se pega!
O diabo é que, ao que parece, as balas são de arma típica das forças de segurança. Querem lá ver que foi algum polícia descontente que quis pregar um susto ao Senhor Presidente do Conselho?!!!

Se a moda pega, voltamos ao antigo oeste americano! Imaginem lá que começamos todos aos tiros para afugentar as pessoas de quem não gostamos, ou então aos tiros para o ar, para amedrontar os indesejados? Era para aí um barulho um tal estalido, um tal troar, que faria com que a guerra do Golfo parecesse uma coboiada!!!
Mas não, foi um caso sem exemplo, sem repetição. Até porque o Senhor Presidente do Conselho não é homem dado a medos! Além disso, quem tem medo, compra um cão.

sábado, 28 de junho de 2008

A pouca vergonha a que isto chegou!


Hoje o Zé Ferrão está indignado! Este país é uma vergonha e há para aí uns senhores que ainda o querem mais vergonhoso!
Goste-se ou não, as leis existem e são para cumprir. Porém, uma coisa é certa: os cidadãos têm o direito à indignação. Falo, como é óbvio, do que diz respeito ao decreto-lei 105/2008 de 25 de Junho. Falo no despudor de quem começa o preâmbulo de uma lei dizendo que a maternidade e a paternidade constituem valores sociais relevantes e, a seguir, institui a possibilidade de obter subsídio de maternidade quem recorreu à interrupção voluntária da gravidez, desde que a mesma caiba no âmbito do artigo 142º do Código Penal! É um atentado à inteligência, à decência e aos mais sãos princípios políticos de qualquer estado de direito. Bem sei que houve um referendo, os portugueses votaram na despenalização do aborto. Bem sei que, a seguir, o que os políticos fizeram foi, traindo aquilo que foi o objecto do referendo, dar-nos não a despenalização mas a descriminalização, ou melhor, a liberalização do aborto. Agora, que queiram fazer dos portugueses ainda mais totinhas e parvos, é obra!
Agora, o plenipotenciário do senhor Ministro da Segurança Social, o tal que defende que a maternidade e a paternidade são valores relevantes socialmente, quer que quem opta por não ser mãe - porque aborta sem outra razão que seja, porque sim - também tenha direito a receber o subsídio da maternidade que optou por não ter!!! É preciso ter não lata, mas um latão!!!
Um dia destes vamos ter o ministro das finanças a querer que os portugueses paguem impostos sobre os rendimentos que deveriam ter tido e não tiveram, ou os cidadãos a serem julgados por crimes que não cometeram mas podiam ter cometido, quando nem sequer tentaram!!!
Haja, vergonha, meus senhores, haja vergonha!!!!
Que as mulheres que queiram abortar, ou, para ser mais chique, que queiram interromper a gravidez, não paguem taxas moderadores, quando os desgraçados dos que trabalham e têm poucos rendimentos as pagam, quando querem recorrer ao malfadado sistema nacional de saúde, é despudor; agora que quem decide não ser mãe, só porque sim, tenha direito a receber o subsídio de maternidade.... é desvergonha sem limites!!! É quase criminoso, uma vez que atenta contra o património de todos os que pagam os impostos que suportam tal subsídio!
Haja vergonha! Demita-se o Ministro!!!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Protestar é bom! Vamos todos protestar contra o Estado...a que isto chegou!

Se ontem foram os camionistas, hoje são os agricultores; se ontem foram razões de combustível, hoje são razões do Código do Trabalho! Pois é, meus amigos, o país está em polvorosa!
O ministro da agricultura anda à pancada com a CAP; a CGTP anda à pancada com o Governo; a polícia compra fardas na candonga e o Vale e Azevedo vive à grande e à Inglesa borrifando-se na nossa justiça. Coisas do arco da velha! Cá o Zé Ferrão um dia destes ainda vai assistir a uma guerra entre o Bloco de Esquerda e o PS porque o Governo, sendo laico, vai-se a ver e ainda fez um pacto com São Pedro, uma vez que o tempo húmido de primavera tem feito atrasar a época de incêndios! Políticas do Senhor...Presidente do Conselho! Cruzes canhoto, que digo eu!!!! Que já não vivemos em Estado Novo!!!! Eu queria dizer: políticas do Senhor Primeiro Ministro, assim é que é. Sim, que a ditadura agora é outra, é a da maioria. (Espiga! Se se vem a saber que eu digo estas coisas... ainda me expulsam da blogosfera
Enfim, por cá vive-se habitualmente, mais manifestação menos manifestação. Só nos faltam umas conversas em família, em que o Sr. Presidente, quer dizer, o Sr. Primeiro Ministro, nos vá dando conhecimento daquilo que verdadeiramente importa e que deva dizer-se à nação!
Lindo Portugal

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Braga perdeu um dos seus maiores luzeiros musicais!


(foto Diário do Minho)

Hoje cumpre fazer silêncio. Cumpre elevar uma prece a Deus, talvez cantando, em memória de um dos mais ilustres clérigos bracarenses que partiu à frente para a casa do Pai.
Morreu o Padre Joaquim Santos! Calou-se sobre a terra a voz e o engenho que tanto e de forma tão bela cantou as maravilhas do Criador, usando, para tanto, a arte e o dom de falar, como poucos, a linguagem mais universal de todas: a música.
Joaquim dos Santos marcou-me. Tive o privilégio de o conhecer, de trocar com ele algumas impressões e, sobretudo, tive o prazer de aprender muito com a sua simplicidade, dedicação, simpatia, espírito abnegado. Era um cristão, um sacerdote e um músico de eleição. Grande como os maiores, a sua humildade equiparava-se a uma majestosa sinfonia. Na sua "casa da casinha" compunha, criava, trabalhava os sons e a arte como poucos, recolhido no silêncio da sua inspiração.
Calou-se neste mundo uma alma grande! Partiu, por certo, para a casa do Pai onde se junta a muitos outros, numa grande sinfonia de louvor, que será perfeita de harmoniosas melodias.
Por cá, a perpetuar a sua memória, fica a vasta e grandiosa obra. Parece que se cumpre o que ele mesmo compôs: "Tomai, Senhor, e recebei: a vós confio a minha vida. Tomai, Senhor, e recebei!"
"In memoria aeterna erit justus; ab auditione mala non timebit" diz a liturgia da Igreja.
Requiem aeternam dona ei,Domine.
Et lux perpetua luceat ei.
Requiescat in pace!
Amen.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

No país do faz de conta, anda tudo à batatada!


Era uma vez:
Era uma vez um rectângulo à beira mar plantado onde os habitantes viviam habitualmente; era uma vez um povo de navegadores que, de tão habituados ao mar já se não importavam de ver meter tanta água; era uma vez um país onde os políticos nem saber tinham para serem desonestos, uma vez que passavam o tempo a tentar encontrar soluções a fim de, posteriormente, criarem os respectivos problemas.
Era uma vez um povo de brandos costumes, que batia palmas e convivia com a crise económica, o futebol, o agravamento dos preços, os ricos fugidos à justiça a viver em luxuosas mansões no centro de Londres, as polícias a protestar por melhores salários, etc, etc.
Era uma vez uma nação entregue a meia dúzia de barões económicos, em que os preços, as prestações de serviços não cartelizadas, a justiça social, o combate à pobreza e a acção social são realidades tão pouco claras e difusas que, juntamente com o rendimento social de inserção, são o pão e o circo necessários ao bom funcionamento da alienação social.
Era uma vez...
Enfim, era uma vez um país a saldo, em que já pouco haverá quem compre, mesmo ao desbarato, mas que é grande porque na sua capital se assinou um tratado da União Europeia, que nem é nem deixa de ser, que nem está vivo nem está morto, mas que a presunção e a vã glória dos políticos teima em não deixar cair por terra.
Era uma vez uma terra em que o Zé cada vez acha mais que vale a pena sem saber muito bem o quê!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Foi-se o circo! O pão? Veremos. E o patriotismo?!!




Pois é: com tristeza de muitos, desgosto de alguns e indiferença de vários, a selecção perdeu com a Alemanha! Foi um bom jogo, lá isso foi. Se não vejamos: tivemos mais tempo a bola nos pés; rematámos mais; trocámos melhor a bola - ou o esférico ou lá o que é! - criámos mais oportunidades; jogámos um jogo limpinho; queixámo-nos do árbitro; etc, etc., etc. Só que a Alemanha marcou mais golos. Vejam lá se tem algum jeito ganhar quem marca mais golos, quando os outros fazem tudo bem!!!
Cá o Zé, que sabe pouco disto de futebóis, ficou a pensar uma coisa: se o guarda redes português - Ricardo? ou Piteiro? ou Frangueiro? ou lá como ele se chama - tivesse defendido as que entraram na nossa baliza; se o melhor jogador do mundo - que ao que parece esteve a jogar pelo nosso lado - tivesse marcado mais um golito; e, sobretudo, se todos os remates apontados à assistência tivessem passado mais baixo e entrado na baliza, se calhar tínhamos ganho!
Bem, nem tudo foi mau. Os nossos bravos voltam para casa; deixamos de lhes pagar balúrdios por dia; o zé parolo deixa a alienação e uma ou outra facada que, no fragor das festas, mandou dois ou três tripeiros para o hospital, logo passa e as marcas ficam como medalhas.






Além disso o Tuga tem mais circo com que entreter-se: o Congresso do PSD; a Europa à batatada; a crise; a falta de dinheiro; a corrupção; o desemprego; os combustíveis, enfim: coisas mais importantes mas que, provavelmente, não são tão susceptíveis de mobilizarem o Tuga.

Mas o Tuga é, sobretudo, um patriota: tem amor à sua bandeira, respeita o seu país, que é este rectângulo florido, onde se joga futebol.



quarta-feira, 18 de junho de 2008

Até que enfim! Os bispos vão aprender a gerir!




Meus caros amigos, são sinais dos tempos, é o que é! O Zé ficou todo contentinho quando soube que os bispos portugueses estão a aprender a gerir os bens da Igreja. Aliás, quem tem obrigação de prestar contas a Deus e aos homens tem que saber qualquer coisa sobre o assunto, ou não será assim? O que é facto é que, conforme se vai rosnando por aí, têm sido dados alguns tiros nos pés, em nome de uma certa forma ... ilustrada de gerir.


Há uma certa acusação que é feita, amiúde, à Igreja: que esta está fora do seu tempo na linguagem e nas posições. Tenho que reconhecer que é capaz de haver algum fundo de verdade nisto; quando a Igreja continua a querer governar-se e ao seu património com os pressupostos do medievo... acaba por cair nas mãos de alguns espertos, que estão-se a burrifar em algumas formas de .... santidade administrativa!



Mas enfim, reconheço que negociar sempre em posição de força é bem bom! O mundo é que já não está para tais sermões nem se vai em tais economias!!!



Mas agora a coisa vai; os bispos portugueses estão a aprender - quem diria! - a gerir bem o que é de todos - e muitas vezes e visto como não sendo de ninguém.


Esperemos que isto dê frutos. O que será pena é que sejam frutos um bocado serôdios, que alguns males já não têm remédio!

A ver vamos, assim dizia o cego!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Norte e sul à batatada por causa da redondinha! Tudo a monte e fé... seja no que for!

O zé fez fim-de-semana prolongado! Sempre queria ver no que ia dar esta coisa de bolos e bolas, tachos, panelas e cafeteiras. E o resultado está à vista: Nos combustíveis, acaba-se o "embargo económico", decretado unilateralmente pela nação soberana dos camiões, e volta tudo a andar sobre rodas, excepto uma ou outra apitadela de ressabiados. No futebol, para grande pena dos patríoticos sentimentos que fazem mover a gloriosa nação portuguesa, Portugal deu um rebuçadito à Suíça, já que a mesma, jogando na sua terra, também tinha que ganhar qualquer coisa - quanto mais não fosse contra o Zé Tuga, que é sempre tão solidário. Cá pelo burgo, guerra entre norte e sul - leia-se entre a nação portista e a nação benfiquista - em que há que decidir quem vai à liga: se os que foram impedidos por corrupção, se os que foram impedidos porque... perderam e NÃO FORAM CORRUPTOS!





Na política, oh maravilha das maravilhas! A Manela só fala depois do Congresso; o Zé fala e diz sempre que, enfim, vamos a ver, pois é claro que...; O Pedro, vai andar por aí; o Prof. Marcelo fala a propósito e a despropósito, enterrando vivos e desenterrando mortos, numa tentativa de manter vivo um tempo de antena que está mais que estafado; o Paulo, pois...! Os de esquerda, falam, falam, falam, falam , sobre.... e..... e.... e além disso, como é costume, não dizem coisa alguma!




Quem me parece que está bem e recomenda-se é a Europa. Essa venerável Senhora está numa de cortar as unhas e apanhar sol. As unhas são a Irlanda e demais países que, pela sua especial importância, não representam mais que pedras no sapato. O sol, esse, são... são todas as coisas que façam bronzear e dourar esta senhora Europa, cheia de tão boas vontades e tão respeitadora que diz: quem não é pelo Tratado será mal tratado!




Valha-nos, ao menos, a redondinha, que 11 de cada lado empurram pró buraco, já que pró resto do buraco não há-de faltar quem vá.

sábado, 14 de junho de 2008

E agora? É sim ou.... sopas?!

Pois é! Os irlandeses estiveram-se nas tintas para o Tratado. Primeiro, votaram poucos; depois, votou mais o não! E agora? Que vai ser do Tratado de Lisboa? O nosso Primeiro, que andava tão feliz... Ele que até tinha conseguido fazer alguma coisinha pela nossa muito querida União Europeia!... Foram abraços e beijos, cumprimentos e afagos e ... à custa dos irlandeses, tudo pelo cano abaixo!

O nosso Governo passou 6 meses a fazer um tratadinho, tão lindo e tão inovador; os juristas tiveram uma trabalheira maluca a traduzir o texto da malograda e malfadada Constituição Europeia e a verificar se não se tinham esquecido de apagar tudo quanto dissesse respeito a Constituição; foram 6 meses de Europa e de presidência e negociações e, sobretudo, com uma belíssima justificação para esquecerem a política interna; foram, aliás, os únicos 6 meses em que este Governo encontrou uma justificação para não fazer nada pelo país, já que fora disso também nada fez que prestasse, mas sem justificação plausível; e agora chegam uns irlandeses incultos, mal formados e que nem sabem onde fica Lisboa que entendem deitar às malvas a nossa melhor obra dos 3 últimos séculos - sim, que cada ano do actual governo é como um século de peste negra, com menos mortos, é certo, mas mais crise!

E os nossos dois Primeiros que tinham saído tão bem na foto, tão amigos, tão cordatos!
Ele tem lá isto jeito nenhum!
Nós, que demos Tordesilhas ao Mundo e agora lhe queríamos dar um Tratado!
Bem, se a coisa se não compõe, uma coisa é certa: pelo menos fica para a história a foto dos dois amigos do peito: de um lado o Doutor, que foi e fugiu; do outro o Engenheiro, que não se sabe se o é, mas que não tem o bom senso de nos brindar com uma fuga.
Há ainda outra coisa que fica: a ferroada do Zé!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Em tempos de pobreza... até ir pró céu é mais caro!


Pois é, caros amigos, o Zé Ferrão está preocupado! Depois de tanto barulho, tanta treta, é certo que chegou ao fim o protesto dos camionistas: "agora vá, tudo a trabalhar! Mas só até à fronteira, que os hermanos de lá ainda não decidiram tudo o que havia que protestar!"

É um sarilho! Bem se diz e é certo: de Espanha, nem bom vento nem bom casamento!

Uma coisa é certa, os nossos vizinhos também começam a torcer-se com dificuldades! Isto de estender o chapéu a ver se têm pena de nós, é coisa muito comum. Se em Portugal é velho, em Espanha já é comum!

Mas a crise chega todos, até às portas do céu! A Santa Madre Igreja, dando-se conta das carestias, também não ficou imune. Os senhores bispos - os pobres! - vendo que o povo já não abre tanto a carteira de boa vontade, teve que aumentar os estipêndios das missas e outros óbolos!

Chega a todos, meus meninos, chega a todos! Até as portas do céu estão sujeitas a inflação!

Quem quiser entrar, pelas mãos da Santa Igreja, vai ter agora que pagar um bocadinho mais. Assim se tapam os buracos que a falta de generosidade deixa!

Não devemos ser sovinas! Há que contribuir, e pronto. E quem quiser quer; quem não quiser olhe: vá bater a outra freguesia.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Se há força, para quê a lei?




O Zé volta à carga com mais uma ferroada nesta desvergonha dos camionistas! É verdade que há direitos que são inalienáveis. Entre eles está o direito a protestar, a fazer greve e a fazer valer as demais pretensões que são defensáveis no Estado de Direito democrático. Agora, aquilo a que estamos a assistir neste Portugalito de brandos costumes não é isso. Estamos perante uma situação que tem por trás um fundo de verdade e de direito a protestar mas que foi transformada numa verdadeira revolução e em atentado às mais elementares regras do Estado. Vejamos o que diz a lei, no Código do Trabalho:




Artigo 594.º Piquetes de greve A associação sindical ou a comissão de greve pode organizar piquetes para desenvolver actividades tendentes a persuadir os trabalhadores a aderirem à greve, por meios pacíficos, sem prejuízo do reconhecimento da liberdade de trabalho dos não aderentes.



Ora pois, mano Jaime! Qual respeito pela liberdade de trabalhado dos não aderentes, qual carapuça! Se eu estou parado, os outros também têm que parar e acabou-se! País de bananas! E não há quem mande? Não há quem ponha ordem em tal desatino?
Pois parece que não. Parece que cada um assumiu agora o direito de, à rebelia das leis, obrigar a parar quem quer e quando quer. Se um cidadão quer cumprir com as suas obrigações e trabalhar, tem o direito de não ser impedido por quem, independentemente da verdade que lhe assiste, usa de todos os meios - até a violência - para fazer valer pretensões.
O governo? Olha para o lado ou enfia a cabeça na areia!
Resultado: se há força bruta que imponha a minha vontade, para que quero eu a lei que nos defenda?


Somos um país sem rei nem roque! Haja liberdade e vontade de acabar com tais abusos! Alguém tem que deixar de ter a cabeça enterrada na areia!