
Meus caros amigos, hoje o Zé Ferrão está indignado! Indignado porque, não sei em nome de que raio de valores ou princípios, vão existindo cada vez mais novas formas de atentado à liberdade de expressão e de consciência! Ou por outra, querem fazer-nos acreditar que a liberdade de consciência e de convicção só pode mover-se dentro de determinados padrões, esquemas politiqueiros ou ordens pré estabelecidas por alguns senhores que têm a mania que o mundo começa quando eles entendem que deve começar, a história faz-se daquilo que pensam ser a origem da história e o resto... são cantigas!
A que propósito vem isto?
O Zé leu aí num pasquim qualquer que a senhora esposa do Presidente da Coisa Pública convidou os alunos de uma escola de hotelaria da capital para procedem ao enfeite da mesa de Natal no Palácio do Bento (já que deve ser proibido acrescentar-lhe a referência religiosa de que foi Santo) Agora, pasme-se! A tal dita senhora, que até é detentora de uma grande colecção pessoal de presépios ou de Meninos Jesus, terá dado ordem expressa de que dos ditos enfeites não constasse qualquer referência religiosa, para não por em causa a laicidade do Estado! Isto não lembra ao diabo (perdoe-se-me a referência religiosa)!!!!
Como se o Natal fosse outra coisa que não uma festa religiosa! Como se o Natal não fosse só e só a celebração do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus! Pior, como se a laicidade do Estado e da coisa pública não devessem respeitar a história ou a cultura e a tradição! Como se, por essa via, fosse possível fazer coincidir o Natal com o nascimento daquela figura barriguda, simpática, mas profundamente falsa do Pai Natal! Como se a laicidade do Estado se mantivesse ou fosse um valor super omnia!
Fosse a senhora esposa do Presidente da coisa pública uma figura importante ou mesmo constitucionalmente consagrada e muito me preocupariam tais atitudes! Porém, como não é mais que uma figura de enfeite, que fica sempre bem nas recepções ou nas viagens de Estado, que os meus impostos pagam, lá vou tentar digerir mais esta barracada da senhora dona cavaca - respeitando as letras todas - e pensar que, no fundo no fundo, ela tomou aquela atitude pressionada por quem gostaria de estar a enfeitar a mesa da presidência da coisa pública.
Quanto ao resto, valha-nos o Deus menino, que na pobreza do presépio, continua tranquilo, em paz, amor e fé!
Santo Natal a todos!















































