segunda-feira, 30 de junho de 2008

Tiros e tiras a ver se o tiram!


Pois é, pois é!São as novas formas de democracia, à portuguesa! Agora há para aí uns senhores que andam aos tiros ao primeiro, a ver se ele se amedronta. Não me parece. Agora os tiritos são é à moda do zé tuga: meia hora depois do primeiro já ter saído. Pontaria do carago. Além disso, apontam ao telhado, ou às chapas de zinco. É à portuguesa: quanto mais barulho melhor, pra ver se pega!
O diabo é que, ao que parece, as balas são de arma típica das forças de segurança. Querem lá ver que foi algum polícia descontente que quis pregar um susto ao Senhor Presidente do Conselho?!!!

Se a moda pega, voltamos ao antigo oeste americano! Imaginem lá que começamos todos aos tiros para afugentar as pessoas de quem não gostamos, ou então aos tiros para o ar, para amedrontar os indesejados? Era para aí um barulho um tal estalido, um tal troar, que faria com que a guerra do Golfo parecesse uma coboiada!!!
Mas não, foi um caso sem exemplo, sem repetição. Até porque o Senhor Presidente do Conselho não é homem dado a medos! Além disso, quem tem medo, compra um cão.

sábado, 28 de junho de 2008

A pouca vergonha a que isto chegou!


Hoje o Zé Ferrão está indignado! Este país é uma vergonha e há para aí uns senhores que ainda o querem mais vergonhoso!
Goste-se ou não, as leis existem e são para cumprir. Porém, uma coisa é certa: os cidadãos têm o direito à indignação. Falo, como é óbvio, do que diz respeito ao decreto-lei 105/2008 de 25 de Junho. Falo no despudor de quem começa o preâmbulo de uma lei dizendo que a maternidade e a paternidade constituem valores sociais relevantes e, a seguir, institui a possibilidade de obter subsídio de maternidade quem recorreu à interrupção voluntária da gravidez, desde que a mesma caiba no âmbito do artigo 142º do Código Penal! É um atentado à inteligência, à decência e aos mais sãos princípios políticos de qualquer estado de direito. Bem sei que houve um referendo, os portugueses votaram na despenalização do aborto. Bem sei que, a seguir, o que os políticos fizeram foi, traindo aquilo que foi o objecto do referendo, dar-nos não a despenalização mas a descriminalização, ou melhor, a liberalização do aborto. Agora, que queiram fazer dos portugueses ainda mais totinhas e parvos, é obra!
Agora, o plenipotenciário do senhor Ministro da Segurança Social, o tal que defende que a maternidade e a paternidade são valores relevantes socialmente, quer que quem opta por não ser mãe - porque aborta sem outra razão que seja, porque sim - também tenha direito a receber o subsídio da maternidade que optou por não ter!!! É preciso ter não lata, mas um latão!!!
Um dia destes vamos ter o ministro das finanças a querer que os portugueses paguem impostos sobre os rendimentos que deveriam ter tido e não tiveram, ou os cidadãos a serem julgados por crimes que não cometeram mas podiam ter cometido, quando nem sequer tentaram!!!
Haja, vergonha, meus senhores, haja vergonha!!!!
Que as mulheres que queiram abortar, ou, para ser mais chique, que queiram interromper a gravidez, não paguem taxas moderadores, quando os desgraçados dos que trabalham e têm poucos rendimentos as pagam, quando querem recorrer ao malfadado sistema nacional de saúde, é despudor; agora que quem decide não ser mãe, só porque sim, tenha direito a receber o subsídio de maternidade.... é desvergonha sem limites!!! É quase criminoso, uma vez que atenta contra o património de todos os que pagam os impostos que suportam tal subsídio!
Haja vergonha! Demita-se o Ministro!!!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Protestar é bom! Vamos todos protestar contra o Estado...a que isto chegou!

Se ontem foram os camionistas, hoje são os agricultores; se ontem foram razões de combustível, hoje são razões do Código do Trabalho! Pois é, meus amigos, o país está em polvorosa!
O ministro da agricultura anda à pancada com a CAP; a CGTP anda à pancada com o Governo; a polícia compra fardas na candonga e o Vale e Azevedo vive à grande e à Inglesa borrifando-se na nossa justiça. Coisas do arco da velha! Cá o Zé Ferrão um dia destes ainda vai assistir a uma guerra entre o Bloco de Esquerda e o PS porque o Governo, sendo laico, vai-se a ver e ainda fez um pacto com São Pedro, uma vez que o tempo húmido de primavera tem feito atrasar a época de incêndios! Políticas do Senhor...Presidente do Conselho! Cruzes canhoto, que digo eu!!!! Que já não vivemos em Estado Novo!!!! Eu queria dizer: políticas do Senhor Primeiro Ministro, assim é que é. Sim, que a ditadura agora é outra, é a da maioria. (Espiga! Se se vem a saber que eu digo estas coisas... ainda me expulsam da blogosfera
Enfim, por cá vive-se habitualmente, mais manifestação menos manifestação. Só nos faltam umas conversas em família, em que o Sr. Presidente, quer dizer, o Sr. Primeiro Ministro, nos vá dando conhecimento daquilo que verdadeiramente importa e que deva dizer-se à nação!
Lindo Portugal

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Braga perdeu um dos seus maiores luzeiros musicais!


(foto Diário do Minho)

Hoje cumpre fazer silêncio. Cumpre elevar uma prece a Deus, talvez cantando, em memória de um dos mais ilustres clérigos bracarenses que partiu à frente para a casa do Pai.
Morreu o Padre Joaquim Santos! Calou-se sobre a terra a voz e o engenho que tanto e de forma tão bela cantou as maravilhas do Criador, usando, para tanto, a arte e o dom de falar, como poucos, a linguagem mais universal de todas: a música.
Joaquim dos Santos marcou-me. Tive o privilégio de o conhecer, de trocar com ele algumas impressões e, sobretudo, tive o prazer de aprender muito com a sua simplicidade, dedicação, simpatia, espírito abnegado. Era um cristão, um sacerdote e um músico de eleição. Grande como os maiores, a sua humildade equiparava-se a uma majestosa sinfonia. Na sua "casa da casinha" compunha, criava, trabalhava os sons e a arte como poucos, recolhido no silêncio da sua inspiração.
Calou-se neste mundo uma alma grande! Partiu, por certo, para a casa do Pai onde se junta a muitos outros, numa grande sinfonia de louvor, que será perfeita de harmoniosas melodias.
Por cá, a perpetuar a sua memória, fica a vasta e grandiosa obra. Parece que se cumpre o que ele mesmo compôs: "Tomai, Senhor, e recebei: a vós confio a minha vida. Tomai, Senhor, e recebei!"
"In memoria aeterna erit justus; ab auditione mala non timebit" diz a liturgia da Igreja.
Requiem aeternam dona ei,Domine.
Et lux perpetua luceat ei.
Requiescat in pace!
Amen.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

No país do faz de conta, anda tudo à batatada!


Era uma vez:
Era uma vez um rectângulo à beira mar plantado onde os habitantes viviam habitualmente; era uma vez um povo de navegadores que, de tão habituados ao mar já se não importavam de ver meter tanta água; era uma vez um país onde os políticos nem saber tinham para serem desonestos, uma vez que passavam o tempo a tentar encontrar soluções a fim de, posteriormente, criarem os respectivos problemas.
Era uma vez um povo de brandos costumes, que batia palmas e convivia com a crise económica, o futebol, o agravamento dos preços, os ricos fugidos à justiça a viver em luxuosas mansões no centro de Londres, as polícias a protestar por melhores salários, etc, etc.
Era uma vez uma nação entregue a meia dúzia de barões económicos, em que os preços, as prestações de serviços não cartelizadas, a justiça social, o combate à pobreza e a acção social são realidades tão pouco claras e difusas que, juntamente com o rendimento social de inserção, são o pão e o circo necessários ao bom funcionamento da alienação social.
Era uma vez...
Enfim, era uma vez um país a saldo, em que já pouco haverá quem compre, mesmo ao desbarato, mas que é grande porque na sua capital se assinou um tratado da União Europeia, que nem é nem deixa de ser, que nem está vivo nem está morto, mas que a presunção e a vã glória dos políticos teima em não deixar cair por terra.
Era uma vez uma terra em que o Zé cada vez acha mais que vale a pena sem saber muito bem o quê!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Foi-se o circo! O pão? Veremos. E o patriotismo?!!




Pois é: com tristeza de muitos, desgosto de alguns e indiferença de vários, a selecção perdeu com a Alemanha! Foi um bom jogo, lá isso foi. Se não vejamos: tivemos mais tempo a bola nos pés; rematámos mais; trocámos melhor a bola - ou o esférico ou lá o que é! - criámos mais oportunidades; jogámos um jogo limpinho; queixámo-nos do árbitro; etc, etc., etc. Só que a Alemanha marcou mais golos. Vejam lá se tem algum jeito ganhar quem marca mais golos, quando os outros fazem tudo bem!!!
Cá o Zé, que sabe pouco disto de futebóis, ficou a pensar uma coisa: se o guarda redes português - Ricardo? ou Piteiro? ou Frangueiro? ou lá como ele se chama - tivesse defendido as que entraram na nossa baliza; se o melhor jogador do mundo - que ao que parece esteve a jogar pelo nosso lado - tivesse marcado mais um golito; e, sobretudo, se todos os remates apontados à assistência tivessem passado mais baixo e entrado na baliza, se calhar tínhamos ganho!
Bem, nem tudo foi mau. Os nossos bravos voltam para casa; deixamos de lhes pagar balúrdios por dia; o zé parolo deixa a alienação e uma ou outra facada que, no fragor das festas, mandou dois ou três tripeiros para o hospital, logo passa e as marcas ficam como medalhas.






Além disso o Tuga tem mais circo com que entreter-se: o Congresso do PSD; a Europa à batatada; a crise; a falta de dinheiro; a corrupção; o desemprego; os combustíveis, enfim: coisas mais importantes mas que, provavelmente, não são tão susceptíveis de mobilizarem o Tuga.

Mas o Tuga é, sobretudo, um patriota: tem amor à sua bandeira, respeita o seu país, que é este rectângulo florido, onde se joga futebol.



quarta-feira, 18 de junho de 2008

Até que enfim! Os bispos vão aprender a gerir!




Meus caros amigos, são sinais dos tempos, é o que é! O Zé ficou todo contentinho quando soube que os bispos portugueses estão a aprender a gerir os bens da Igreja. Aliás, quem tem obrigação de prestar contas a Deus e aos homens tem que saber qualquer coisa sobre o assunto, ou não será assim? O que é facto é que, conforme se vai rosnando por aí, têm sido dados alguns tiros nos pés, em nome de uma certa forma ... ilustrada de gerir.


Há uma certa acusação que é feita, amiúde, à Igreja: que esta está fora do seu tempo na linguagem e nas posições. Tenho que reconhecer que é capaz de haver algum fundo de verdade nisto; quando a Igreja continua a querer governar-se e ao seu património com os pressupostos do medievo... acaba por cair nas mãos de alguns espertos, que estão-se a burrifar em algumas formas de .... santidade administrativa!



Mas enfim, reconheço que negociar sempre em posição de força é bem bom! O mundo é que já não está para tais sermões nem se vai em tais economias!!!



Mas agora a coisa vai; os bispos portugueses estão a aprender - quem diria! - a gerir bem o que é de todos - e muitas vezes e visto como não sendo de ninguém.


Esperemos que isto dê frutos. O que será pena é que sejam frutos um bocado serôdios, que alguns males já não têm remédio!

A ver vamos, assim dizia o cego!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Norte e sul à batatada por causa da redondinha! Tudo a monte e fé... seja no que for!

O zé fez fim-de-semana prolongado! Sempre queria ver no que ia dar esta coisa de bolos e bolas, tachos, panelas e cafeteiras. E o resultado está à vista: Nos combustíveis, acaba-se o "embargo económico", decretado unilateralmente pela nação soberana dos camiões, e volta tudo a andar sobre rodas, excepto uma ou outra apitadela de ressabiados. No futebol, para grande pena dos patríoticos sentimentos que fazem mover a gloriosa nação portuguesa, Portugal deu um rebuçadito à Suíça, já que a mesma, jogando na sua terra, também tinha que ganhar qualquer coisa - quanto mais não fosse contra o Zé Tuga, que é sempre tão solidário. Cá pelo burgo, guerra entre norte e sul - leia-se entre a nação portista e a nação benfiquista - em que há que decidir quem vai à liga: se os que foram impedidos por corrupção, se os que foram impedidos porque... perderam e NÃO FORAM CORRUPTOS!





Na política, oh maravilha das maravilhas! A Manela só fala depois do Congresso; o Zé fala e diz sempre que, enfim, vamos a ver, pois é claro que...; O Pedro, vai andar por aí; o Prof. Marcelo fala a propósito e a despropósito, enterrando vivos e desenterrando mortos, numa tentativa de manter vivo um tempo de antena que está mais que estafado; o Paulo, pois...! Os de esquerda, falam, falam, falam, falam , sobre.... e..... e.... e além disso, como é costume, não dizem coisa alguma!




Quem me parece que está bem e recomenda-se é a Europa. Essa venerável Senhora está numa de cortar as unhas e apanhar sol. As unhas são a Irlanda e demais países que, pela sua especial importância, não representam mais que pedras no sapato. O sol, esse, são... são todas as coisas que façam bronzear e dourar esta senhora Europa, cheia de tão boas vontades e tão respeitadora que diz: quem não é pelo Tratado será mal tratado!




Valha-nos, ao menos, a redondinha, que 11 de cada lado empurram pró buraco, já que pró resto do buraco não há-de faltar quem vá.

sábado, 14 de junho de 2008

E agora? É sim ou.... sopas?!

Pois é! Os irlandeses estiveram-se nas tintas para o Tratado. Primeiro, votaram poucos; depois, votou mais o não! E agora? Que vai ser do Tratado de Lisboa? O nosso Primeiro, que andava tão feliz... Ele que até tinha conseguido fazer alguma coisinha pela nossa muito querida União Europeia!... Foram abraços e beijos, cumprimentos e afagos e ... à custa dos irlandeses, tudo pelo cano abaixo!

O nosso Governo passou 6 meses a fazer um tratadinho, tão lindo e tão inovador; os juristas tiveram uma trabalheira maluca a traduzir o texto da malograda e malfadada Constituição Europeia e a verificar se não se tinham esquecido de apagar tudo quanto dissesse respeito a Constituição; foram 6 meses de Europa e de presidência e negociações e, sobretudo, com uma belíssima justificação para esquecerem a política interna; foram, aliás, os únicos 6 meses em que este Governo encontrou uma justificação para não fazer nada pelo país, já que fora disso também nada fez que prestasse, mas sem justificação plausível; e agora chegam uns irlandeses incultos, mal formados e que nem sabem onde fica Lisboa que entendem deitar às malvas a nossa melhor obra dos 3 últimos séculos - sim, que cada ano do actual governo é como um século de peste negra, com menos mortos, é certo, mas mais crise!

E os nossos dois Primeiros que tinham saído tão bem na foto, tão amigos, tão cordatos!
Ele tem lá isto jeito nenhum!
Nós, que demos Tordesilhas ao Mundo e agora lhe queríamos dar um Tratado!
Bem, se a coisa se não compõe, uma coisa é certa: pelo menos fica para a história a foto dos dois amigos do peito: de um lado o Doutor, que foi e fugiu; do outro o Engenheiro, que não se sabe se o é, mas que não tem o bom senso de nos brindar com uma fuga.
Há ainda outra coisa que fica: a ferroada do Zé!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Em tempos de pobreza... até ir pró céu é mais caro!


Pois é, caros amigos, o Zé Ferrão está preocupado! Depois de tanto barulho, tanta treta, é certo que chegou ao fim o protesto dos camionistas: "agora vá, tudo a trabalhar! Mas só até à fronteira, que os hermanos de lá ainda não decidiram tudo o que havia que protestar!"

É um sarilho! Bem se diz e é certo: de Espanha, nem bom vento nem bom casamento!

Uma coisa é certa, os nossos vizinhos também começam a torcer-se com dificuldades! Isto de estender o chapéu a ver se têm pena de nós, é coisa muito comum. Se em Portugal é velho, em Espanha já é comum!

Mas a crise chega todos, até às portas do céu! A Santa Madre Igreja, dando-se conta das carestias, também não ficou imune. Os senhores bispos - os pobres! - vendo que o povo já não abre tanto a carteira de boa vontade, teve que aumentar os estipêndios das missas e outros óbolos!

Chega a todos, meus meninos, chega a todos! Até as portas do céu estão sujeitas a inflação!

Quem quiser entrar, pelas mãos da Santa Igreja, vai ter agora que pagar um bocadinho mais. Assim se tapam os buracos que a falta de generosidade deixa!

Não devemos ser sovinas! Há que contribuir, e pronto. E quem quiser quer; quem não quiser olhe: vá bater a outra freguesia.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Se há força, para quê a lei?




O Zé volta à carga com mais uma ferroada nesta desvergonha dos camionistas! É verdade que há direitos que são inalienáveis. Entre eles está o direito a protestar, a fazer greve e a fazer valer as demais pretensões que são defensáveis no Estado de Direito democrático. Agora, aquilo a que estamos a assistir neste Portugalito de brandos costumes não é isso. Estamos perante uma situação que tem por trás um fundo de verdade e de direito a protestar mas que foi transformada numa verdadeira revolução e em atentado às mais elementares regras do Estado. Vejamos o que diz a lei, no Código do Trabalho:




Artigo 594.º Piquetes de greve A associação sindical ou a comissão de greve pode organizar piquetes para desenvolver actividades tendentes a persuadir os trabalhadores a aderirem à greve, por meios pacíficos, sem prejuízo do reconhecimento da liberdade de trabalho dos não aderentes.



Ora pois, mano Jaime! Qual respeito pela liberdade de trabalhado dos não aderentes, qual carapuça! Se eu estou parado, os outros também têm que parar e acabou-se! País de bananas! E não há quem mande? Não há quem ponha ordem em tal desatino?
Pois parece que não. Parece que cada um assumiu agora o direito de, à rebelia das leis, obrigar a parar quem quer e quando quer. Se um cidadão quer cumprir com as suas obrigações e trabalhar, tem o direito de não ser impedido por quem, independentemente da verdade que lhe assiste, usa de todos os meios - até a violência - para fazer valer pretensões.
O governo? Olha para o lado ou enfia a cabeça na areia!
Resultado: se há força bruta que imponha a minha vontade, para que quero eu a lei que nos defenda?


Somos um país sem rei nem roque! Haja liberdade e vontade de acabar com tais abusos! Alguém tem que deixar de ter a cabeça enterrada na areia!


terça-feira, 10 de junho de 2008

Vanitas vanitatum, et omnia vanitas! Foge, cão!


Cá o Zé Ferrão não pode deixar de comemorar, com uma ferroada, o 10 de Junho. Noutros tempos (que não de grande fidalguia) era o dia da raça! Que raça tão boa, a que então comemorávamos!

Hoje é o dia do Camões! Não sei bem se há já muitos portugueses que saibam quem foi Camões. Estou quase convencido que há até aqueles que pensam que foi um jogador do Benfica, ou do Porto, quando os apitos ainda eram de cana da Índia!

Outros, da jaez cultural e erudita dos "canudados" de agora, sabem, com certeza absoluta e clareza meridiana, que foi um escritor: escreveu no jornal " A Bola", ou "no Record" ou noutro qualquer veículo de elevada cultura e de especial eleição da grande massa culta portuguesa!

Os mais egrégios, sabem até que escreveu o Memorial do Convento, o manifesto do Bloco de Esquerda, o programa político do MRPP, recebeu o prémio Nóbel e foi transferido para o Real Madrid como ponta de lança!

Pobre Camões! O que lhe vale é que, tendo um só olho, só ouve metade das asneiras que são ditas acerca dele!

Mas hoje também é dia de Portugal e das Comunidades e das comendas e das vaidades!

Os Presidentes da República, neste dia, colocam à volta das mais ilustres personalidades lustrosos farrapos, coloridos, com profundo significado patriótico e de mérito!

Vemos assinalar insignes feitos, nobres carreiras, albinitentes e lustrosas frontes que fizeram deste Portugal o que ele é agora: greves, crises, protestos, custos de vida, enfim, um sem número de feitos valorosos pelos quais os Excelentíssimos Senhores Comendadores se vão da lei da morte libertando!

Faz lembrar os tempos de antigamente: "foge, cão, que te fazem Barão! Para onde, se me fazem Conde!?" Hoje seria mais do género: foge, estupor, que te fazem Comendador!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Greves e piquetes

O Zé Ferrão anda desolado! Abre a TV, greves e mais greves. Compra os jornais, piquetes e mais piquetes. Uns camiões estão parados; outros querem que eles parem. Parecem os tempos do PREC!
Penso que os camionistas até têm razão: com o gasóleo a subir e o preço dos carretos a manter-se, não é possível deixar de protestar. O direito ao protesto é um bom direito! O que não será bom direito é impedir que os outros não protestem.
Quem deu ou dá legitimidades aos camionistas para que impeçam os colegas de não fazerem greve? Só porque eu estou parado ou em greve ou em protesto, tenho direito de impedir os que o não desejam de continuar no seu caminho? Era o que faltava!
Sou camionista, sou o maior!.... Não é assim que diz a cantiga! Ora abóboras para tal "maioridade" que se opõe à liberdade!
O desgoverno a que isto chegou impõe actos, não duvido. O que duvido é que atirar pedras às viaturas de quem se não identifica com determinadas formas de actuar seja um bom acto!
Mas, enfim! Isto é o Zé a ferroar....

domingo, 8 de junho de 2008

Falidos mas patriotas!


Pois é, meus caros leitores, cá está mais uma ferroada das antigas. O Zé, depois do Portugal/Turquia ficou muito feliz! Até foi à feira. Era patriotismo por todo o lado: bandeiras de Portugal aos montes, entre cerveja, pingas e pingos! Abafos para o pescoço, verdes e vermelhos, que afagavam tudo, desde cabeças de vento a pescoços de cão. Para tudo servem as benditas tiras de pano com as quinas. Apitos em desatino: carros, bicicletas, cornetas, eu sei lá que mais! Era a festa do futebol, que fez organizar caravanas de carros e berros pela cidade. Hoje, graças à grande produção da nossa selecção, por certo que até o gasóleo e a gasolina dos carros era mais barata. Foi um festão!

Fiquei contente pelo 2 a 0, fiquei. Agora tanto barulho, tanto disparate, tanta bandeira, tanta cerveja, tanto apito!.... E foi só o primeiro jogo! Já parecia a final! Não vá lá o diabo tecê-las, melhor é fazer já a festa. Pobretes, mas alegretes! Isso sim é ser patriota!

Quanto aos apitos, são já comuns no futebol: uns mais dourados que outros... mas enfim, malhas do "carago"!

Estamos é bem dispostos: qual é a crise que resiste a um 2 a 0 à Turquia?

Amanhã!? Logo se vê!

sábado, 7 de junho de 2008

Danças de poder

Encheu hoje as páginas dos grandes semanários nacionais, o resultado das eleições no PSD na semana passada!
Manela, pra cá; Pedro pra lá; bancada parlamentar para acolá, etc.
Ora eu bem gostava de saber se toda esta papelaria trás algum benefício a alguém. Trocam-se as cadeiras, mudam-se os líderes, altera-se quem manda. Pois bem: e que ganha o Zé com isso?
Pobre Zé! Hoje, nem o manguito lhe permitem fazer. Não vá lá estar alguém à espreita e o denuncie às PIDES de agora!
Sobe, a gasolina, o gasóleo, o pão, a prestação da casa, o diabo a quatro! O governo - que tão bem nos governa! - diz que a culpa é da Europa, do petróleo, da crise, de sei lá que mais. Eu começo a ficar preocupado com tanta crise. Só ainda não entendi quem é que ela está a beneficiar. O que é facto é que alguém há-de ser.
O Presidente da Conferência Episcopal - cheio de preocupação - vem dizer que o povo tem direito a manifestar-se. O governo devia saber ler os sinais etc. etc. etc.
Fico admirado que os Bispos se lembrem agora de falar! Mas acho bem, alguma vez o teriam que fazer - seja qual for a sua preocupação.
Praza a Deus que seja o povo, que de carteira vazia não está assim muito receptivo a pregações!
Praza a Deus, que estas cadeiras de poder, seja ele de que natureza for, não estejam agora a começar a agitar-se só porque para o ano há eleições!
Enfim, coisas do Senhor!
O povo, esse está bem, até tem futebol à tripa forra!
Ele há lá preocupações ou aumentos quando joga a selecção?!
Viva o futebol e os aumentos e a Manela e o Sócrates e o petróleo e o Bispo e o diabo a quatro!
Agora, comer, beber - se o houver - e ser patriota, que o futebol tá quase a começar. Segunda feira, ou ponte ou greve, que temos que alimentar os jornais, os políticos e até os bispos.
Haja saúde!

In principio erat blogue! Et blogue factus est!


Um dia, a meio da tarde, entendi que era tempo de me dedicar a praticar a intervenção cívica nos meios mais modernos. Logo eu, que escrevo de caneta de tinta permanente e ainda trato os cidadãos por V. Exª e beijo a mão às senhoras! Coisas de outro mundo. Porém, lá começo. Letra após letra, espaço após espaço, enfim dou ínício à criação de um blogue!
Que quero eu com isto? Nem eu sei! Sei lá eu! Outros o hão-de motivar. Uma coisa tenho certa: não hão-de faltar ferroadas nem gente a quem as dar! Oh ventura! Oh mistério! Mudam-se os tempos, as horas e as técnicas, mas não muda a estultícia que há-de fundar o dever de corrigir, ou de criticar com intenção de quem quer corrigir, ou pensa que o pode.
Torto, mundo, tu nasceste! Torto, mundo, te fizeste! Torto, mundo, hás-de morrer!
Esperemos que quem leia e comigo partilhe as preocupações, tenha o gosto de embarcar nisto que ora começa!

In principio erat blogue! Et nunc Blogue factus est