Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Morreu Michael Jackson

Morreu o rei do pop!
Ao que parece, segundo nos foi anunciado com destaques de primeira página em grande parte do mundo, morreu um dos Reis mais mediáticos dos últimos anos!

Foi mediático na música, nas alterações pigmentárias, nos escândalos em que esteve envolvido, enfim... num conjunto de coisas que só são possíveis num mundo... muito pouco real, em que a fantasia se confunde com os factos.

Só numa sociedade globalizada em que tudo é uniforme e as diferenças sociais gritantes; em que os pobres o são para que os muito ricos os possam ser cada vez mais; em que o imediatismo das estrelas da música, do show off ou de outra qualquer barbaridade e futilidade absorve tinta, luzes e o carago mais velho!....
Enfim, morreu o Rei!
Outro Rei virá, ou meia dúzia dessas reizadas republicanas, que marcarão a sociedade com as suas banalidades. O povo gosta de circo, já que o pão... enfim!

Fui ao S. João a Braga!


Fui ao S. João a Braga, minha linda Mariquinhas!
E o meu olhar não te viu, minha linda Mariquinhas!
E passei no túnel novo, minha linda Mariquinhas!
E o túnel não ruiu, minha linda Mariquinhas!


Está tudo em campanha em Braga, minha linda Mariquinhas!
P'ra ganhar as eleições, minha linda Mariquinhas!
Os empreiteiros das obras, minha linda Mariquinhas!
Com dores nos corações,minha linda Mariquinhas!

O povo não quer Mesquita,minha linda Mariquinhas!
Mas também não quer o Rio, minha linda Mariquinhas!
Não sabe bem o que quer, minha linda Mariquinhas!
Talvez um pai ou um tio, minha linda Mariquinhas!

Só os homens da Igreja, minha linda Mariquinhas!
Sabem bem, de que maneira,minha linda Mariquinhas!
Querem que eleito seja, minha linda Mariquinhas!
Quem lhes encha a carteira, minha linda Mariquinhas!

Mas quem lhes encha a carteira, minha linda Mariquinhas!
E não para orgulho seu, minha linda Mariquinhas!
Antes para assim poderem, minha linda Mariquinhas!
Mandar mais almas p´ro céu, minha linda Mariquinhas!

P'ra mandar almas p'ró céu, minha linda Mariquinhas!
Assim que a alma morra, minha linda Mariquinhas!
E lhes permita na terra, minha linda Mariquinhas!
Viverem à tripa forra, minha linda Mariquinhas!

Viverem à tripa forra, minha linda Mariquinhas!
Muito livres de castigos, minha linda Mariquinhas!
E encherem sempre as carteiras, minha linda Mariquinhas!
Aos seus beatos amigos, minha linda Mariquinhas!

O que em mim fala é inveja, minha linda Mariquinhas!
Que o que eu queria p'ra meu mote, minha linda Mariquinhas!
Era ser dono do céu, minha linda Mariquinhas!
E vender Deus em pacote, minha linda Mariquinhas!

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Casamentos e outras manhas!

Meus amigos, o Zé não morreu!

Está vivo e bem vivo e contra ventos e marés, que vai ser, mais uma vez, politicamente incorrecto!

Vejamos:

O Zé Filósofo, piscando um olho aos amigos…. da esquerda, prometeu-lhes, em jeito de chavão eleitoralista, o casamento legal de povo do mesmo sexo!

Hoje, porque há a mania do politicamente correcto, entende-se que é intolerante, reaccionário e fora de moda, não aceitar como protegido por normas, isto é normal, aquilo que é, antes de mais, anti-natural!

Pois cá o Zé, porque não é latoeiro nem anda atrás de tachos políticos, está-se pouco borrifando para o politicamente correcto! Acha, por isso, que é um erro continuar-se a bater na tecla que casamento e união de duas pessoas homossexuais nunca foram, não são nem serão o mesmo!

Diz já a vozearia, armada de cerebrinos argumentos: mas isso é intolerância! Responde o Zé Ferrão, armado de convicções, história e, sobretudo, atento às regas naturais da vida: intolerância devemos ter para com a pouca inteligência!

Por muito que se não queira, uma das funções da sexualidade humana é a reprodução. Esta só acontece mediante uma complementaridade entre o ser masculino e o ser feminino!

Não é essa a única função, mas é essencial e negá-lo é negar os factos!

Ora o casamento, como a
lei o acolheu, repita-se, como a lei o acolheu, é uma realidade histórica, pré-existente ao nosso código civil, a qualquer uma das constituições que já vigoraram neste país ou noutro qualquer, em democracia, ditadura, absolutismo, liberalismo, estados socialistas, comunistas, sociais democratas ou o raio que os tolha!

Como tal, perante o facto da união entre um homem e uma mulher (ou uma mulher e um homem para não ferir algumas susceptibilidades) os legisladores dos países, dos vários regimes e dos vários tempos, consagram efeitos sociais a uma dimensão pessoal assente numa realidade simples: a união entre dois seres de sexo diferente, visando a sua realização pessoal e a geração de novos seres humanos! Isto é a realidade do casamento, tenha ele o nome que tenha na língua em que se escreva!

E os outros, os que se não identificam com esta realidade, matam-se, proscrevem-se? Não, não há necessidade.

Aceite-se que não querem esta realidade, que se identificam sexualmente com pessoas do mesmo sexo, que, assim sentem-se realizados, felizes, socialmente integrados!

Mas não queira anular-se o sentido, o significado do casamento chamando-se casamento a uma união homossexual!

Mas a união de duas pessoas homossexuais não é, também um casamento, "in facto esse"?

Não!

Mas, diz-se, se se reconhecem efeitos, valor social – quem reconhece – a uma união homossexual, porque não há-de a mesma chamar-se casamento?

Respondamos com a mesma questão: porque não hão-de sentir-se discriminados os homossexuais com o facto de se anular a especificidade da sua união dissolvendo-a no conceito de casamento?

Quem reivindica o direito á diferença, faz sentido que, ao mesmo tempo, reivindique o direito a que essa diferença seja anulada num conceito criado para e que designa outra realidade?

Ou será, diz o Zé, que o que se pretende é, ao invés de reconhecer a união homossexual, destruir o conceito e o conteúdo do casamento, que está acolhido na lei?

Carago, Zé! Vai lá ser acutilante ao inferno!

Pelos direitos, marchar, marchar! Pelos tortos, nunca!!!!

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Natal laico, ao gosto da "santíssima" coisa pública!


Meus caros amigos, hoje o Zé Ferrão está indignado! Indignado porque, não sei em nome de que raio de valores ou princípios, vão existindo cada vez mais novas formas de atentado à liberdade de expressão e de consciência! Ou por outra, querem fazer-nos acreditar que a liberdade de consciência e de convicção só pode mover-se dentro de determinados padrões, esquemas politiqueiros ou ordens pré estabelecidas por alguns senhores que têm a mania que o mundo começa quando eles entendem que deve começar, a história faz-se daquilo que pensam ser a origem da história e o resto... são cantigas!
A que propósito vem isto?
O Zé leu aí num pasquim qualquer que a senhora esposa do Presidente da Coisa Pública convidou os alunos de uma escola de hotelaria da capital para procedem ao enfeite da mesa de Natal no Palácio do Bento (já que deve ser proibido acrescentar-lhe a referência religiosa de que foi Santo) Agora, pasme-se! A tal dita senhora, que até é detentora de uma grande colecção pessoal de presépios ou de Meninos Jesus, terá dado ordem expressa de que dos ditos enfeites não constasse qualquer referência religiosa, para não por em causa a laicidade do Estado! Isto não lembra ao diabo (perdoe-se-me a referência religiosa)!!!!
Como se o Natal fosse outra coisa que não uma festa religiosa! Como se o Natal não fosse só e só a celebração do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus! Pior, como se a laicidade do Estado e da coisa pública não devessem respeitar a história ou a cultura e a tradição! Como se, por essa via, fosse possível fazer coincidir o Natal com o nascimento daquela figura barriguda, simpática, mas profundamente falsa do Pai Natal! Como se a laicidade do Estado se mantivesse ou fosse um valor super omnia!
Fosse a senhora esposa do Presidente da coisa pública uma figura importante ou mesmo constitucionalmente consagrada e muito me preocupariam tais atitudes! Porém, como não é mais que uma figura de enfeite, que fica sempre bem nas recepções ou nas viagens de Estado, que os meus impostos pagam, lá vou tentar digerir mais esta barracada da senhora dona cavaca - respeitando as letras todas - e pensar que, no fundo no fundo, ela tomou aquela atitude pressionada por quem gostaria de estar a enfeitar a mesa da presidência da coisa pública.
Quanto ao resto, valha-nos o Deus menino, que na pobreza do presépio, continua tranquilo, em paz, amor e fé!
Santo Natal a todos!

Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Caridade para a função pública

 

Pois é, meus caros, cá o Zé Ferrão tem cada vez mais pena de não vivermos num Estado diferente! penso até que, como dizia alguém, de entre as várias formas de estado não nenhum pior do que o estado a que isto chegou. Se não, reparemos: Os funcionários da função pública, de uma forma geral – falando de quadros médios e superiores do funcionalismo administrativo – ganham mais que os trabalhadores do sector privado; têm seguranças e regalias que os privados não podem usufruir; têm o sistema de apoio médico da ADSE; têm comparticipações que os privados não podem ter; têm médicos que os privados não podem ter a não ser à custa de tudo pagar do seu bolso e mesmo assim… sabe-o Deus; enfim um sem número de coisas que os trabalhadores do sector privado não têm. Dois irmãos gémeos que, com a formação igual entrem no mercado de trabalho no mesmo dia, um na função pública e outro no sector privado, quando chegarem ambos à idade da reforma terão pensões de reforma distintas! Vá-se lá saber porquê!!!

Será que alguns dos senhores ministros ficou sem pé de meia e precisa de uma ajudinha para pagar o crédito à habitação? Claro que não, não pode ser! Até porque os senhores do governo não são funcionários do Estado, são servidores! 

Pois cá o Zé ainda vai ver se arranja um tacho na função pública – até porque o próximo ano é ano de eleições -  ver se encontra forma de ter quem lhe pague o crédito e, já agora, umas férias no Brasil, que isto por cá é uma ladroeira!                           

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Guerras de alecrim e água benta!

Grandes coisas se patenteiam diante dos olhos do Zé! O país anda em polvorosa e pouca gente parece dar-se conta. Os políticos todas à bofetada: os de esquerda porque está-se demasiado à direita; os de direita porque se está demasiado à esquerda. No PS, o Manuel anda cada vez menos alegre com o Sócrates; no CDS anda tudo a bater com as e no portas; No PSD ninguém sabe muito bem quem é quem ou o quê; ninguém sabe quem é o líder, ou se há líder ou, sobretudo o que é que lidera. O Pedrocas, mais pedaço menos pedaço, vai continuando a andar por aí e por aqui, sem rei nem roca, e, para o lixarem, deixam-no ser candidato a presidente da Câmara da capital para o impedirem de ir como deputado para o parlamento. Ao menos sempre se sabe: ou ganha a Câmara de Lisboa ou pregam com ele fora do partido, já que no parlamento não o querem. Grande jogada, sim senhor! Resta saber é de quem, se é que no PSD se sabe quem é que manda o quê!

Como se isto não bastasse, o Filósofo continua a alimentar uma guerra tinhosa contra o Cavaquinho. Quer, á viva força, que o homem perca poderes! E logo quem!!! Uma criatura tão (o)ciosa dos seus poderes de Presidente!!! Já não faltam vozes – inclusivamente a do "Portugueses!" a dizer que se existisse cá uma malita com umas coroas para fazer eleições, o cavaquito mandava tudo para o brejo e dissolvia o parlamento! Também a mim me não admira: se o presunto, ou alheira, ou compaio, ou Sampaio ou lá que diabo é, o dissolveu para embirrar com o Santana, porque diabo não o havia de fazer o cavaco para embirrar com o Filósofo! O Zé Ferrão, e V. Exªs sabem que também não é assim tão verdade! O alheira gostava menos do Pedro que o cavaquito do Filósofo! Sempre esta última dupla é de dois ditadores, não é verdade?!

Só falta a Santa Igreja! Mas esta também anda à batatada. Se não veja-se: o Patriarca de Lisboa foi ao prós e contras dar umas sapatadas no Primaz de Braga. O primaz de Braga bem queria dar umas sapatadas no patriarca de Lisboa, só que ninguém o convida nem para os prós nem para os contras! Então resta-lhe fazer pirraça ao patriarca recebendo os sindicatos e os professores que querem dar uma tareia na senhora ministra e no governo! Não que o patriarca de Lisboa tenha qualquer ligação ou afinidade com este governo! De modo algum se aceita tal coisa!!! Cruz credo!! Um governo de maçons e ateus! Deus nos livre de tal! É só cá por coisas! Ora tem algum jeito ser o da velha Braga a presidir à Conferência Episcopal e não o da Capital! Que diabo de provincianismo é este!!! Tem lá jeito ou feitio!!!

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Todos venceram, menos o povo!

Cá o Zé Ferrão tem cada vez mais admiração pela senhora República e, sobretudo, pela democracia! É que, de facto, todos temos que ter muito respeitinho por esta venerável senhora com trinta e quatro anos de idade – mais ou menos verão quente, mais ou menos PREC, mais ou menos ditadura militar – que continua a ser admirada por todos os cidadãos deste rectângulo plantada à beira-mar que Camões cantou melhor só com um olho que muitos filósofos com os dois ou os três arregalados!!!! (lá vem a brejeirice!!!)

Nas ilhas, há que reconhecer, o Povo falou, e falou alto – não fosse o Pico o ponto mais alto da nação (ou da república, ou de …. Sei lá como hei-de dizer). A vitória foi esmagadora! Maioria absoluta, sem qualquer margem para dúvidas. O povo falou e falou claro. O eco da sua voz estendeu-se a toda a nação, insular e continental! A decisão do povo foi soberana!

Os políticos cá do continente e alguns lá das ilhas bem tentaram fazer arengas, justificar resultados ou perspectivar o futuro; Porém, uma coisa foi certa, consabida, e sem qualquer margem para dúvidas: a vontade do povo foi soberana, falou mais alto e não se vai em cantigas!


 

E que disse o povo? Qual foi a vontade do ente soberano, turba informe e sem tino que tanto canta, "hossanas" como clama " à morte"?

A vontade do povo, meus amigos foi esta:

    " Ide lá pró raio que vos parta, que a gente fica mas é em casa que não estamos para ir votar em incompetentes que fazem promessas incumpríveis só para que lhes enchamos o papinho"

    Devo dizer que, se esta foi a lição da maioria dos açorianos, estamos mesmo a precisar de uma invasão a partir das ilhas.