Meus amigos, o Zé não morreu!
Está vivo e bem vivo e contra ventos e marés, que vai ser, mais uma vez, politicamente incorrecto!
Vejamos:
O Zé Filósofo, piscando um olho aos amigos…. da esquerda, prometeu-lhes, em jeito de chavão eleitoralista, o casamento legal de povo do mesmo sexo!
Hoje, porque há a mania do politicamente correcto, entende-se que é intolerante, reaccionário e fora de moda, não aceitar como protegido por normas, isto é normal, aquilo que é, antes de mais, anti-natural!
Pois cá o Zé, porque não é latoeiro nem anda atrás de tachos políticos, está-se pouco borrifando para o politicamente correcto! Acha, por isso, que é um erro continuar-se a bater na tecla que casamento e união de duas pessoas homossexuais nunca foram, não são nem serão o mesmo!
Diz já a vozearia, armada de cerebrinos argumentos: mas isso é intolerância! Responde o Zé Ferrão, armado de convicções, história e, sobretudo, atento às regas naturais da vida: intolerância devemos ter para com a pouca inteligência!
Por muito que se não queira, uma das funções da sexualidade humana é a reprodução. Esta só acontece mediante uma complementaridade entre o ser masculino e o ser feminino!
Não é essa a única função, mas é essencial e negá-lo é negar os factos!
Ora o casamento, como a
lei o acolheu, repita-se, como a lei o acolheu, é uma realidade histórica, pré-existente ao nosso código civil, a qualquer uma das constituições que já vigoraram neste país ou noutro qualquer, em democracia, ditadura, absolutismo, liberalismo, estados socialistas, comunistas, sociais democratas ou o raio que os tolha!
Como tal, perante o facto da união entre um homem e uma mulher (ou uma mulher e um homem para não ferir algumas susceptibilidades) os legisladores dos países, dos vários regimes e dos vários tempos, consagram efeitos sociais a uma dimensão pessoal assente numa realidade simples: a união entre dois seres de sexo diferente, visando a sua realização pessoal e a geração de novos seres humanos! Isto é a realidade do casamento, tenha ele o nome que tenha na língua em que se escreva!
E os outros, os que se não identificam com esta realidade, matam-se, proscrevem-se? Não, não há necessidade.
Aceite-se que não querem esta realidade, que se identificam sexualmente com pessoas do mesmo sexo, que, assim sentem-se realizados, felizes, socialmente integrados!
Mas não queira anular-se o sentido, o significado do casamento chamando-se casamento a uma união homossexual!
Mas a união de duas pessoas homossexuais não é, também um casamento, "in facto esse"?
Não!
Mas, diz-se, se se reconhecem efeitos, valor social – quem reconhece – a uma união homossexual, porque não há-de a mesma chamar-se casamento?
Respondamos com a mesma questão: porque não hão-de sentir-se discriminados os homossexuais com o facto de se anular a especificidade da sua união dissolvendo-a no conceito de casamento?
Quem reivindica o direito á diferença, faz sentido que, ao mesmo tempo, reivindique o direito a que essa diferença seja anulada num conceito criado para e que designa outra realidade?
Ou será, diz o Zé, que o que se pretende é, ao invés de reconhecer a união homossexual, destruir o conceito e o conteúdo do casamento, que está acolhido na lei?
Carago, Zé! Vai lá ser acutilante ao inferno!
Pelos direitos, marchar, marchar! Pelos tortos, nunca!!!!