quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Corrupção, corrupções, estado, estados e… valha-nos as ditas fé(s)!

Estamos no Outono, digo eu! Por um lado, está um tempo mais ameno; por outro, é sempre um tempo de grande … castanhas!

O Zé Ferrão, ontem, esteve a conversar com uns seus amigos. Estivemos a falar da crise, claro – já se sabe que toda a gente tem que falar das mesmas coisas; é o que é! – e do dinheiro. A certa altura, levaram mesmo à baila destas coisas dos dinheiros específicos, da Igreja católica, do Vaticano, dos tais… (que será isto?) monsenhores, bispos, etc. e, claro, etc.!

O Zé Ferrão perguntou aos seus amigos: Como?! Como é lá possível que a Igreja Católica tem problemas e dívidas?

Um dos amigos do Zé, disse-lhe isto:

O Zé, tu não percebes nada destas coisas, homem!

Repara, antes de mais, a Igreja é a Igreja; no entanto, isto tudo não tem nada a ver com Nosso Senhor Jesus Cristo. Aliás – diria o mesmo amigo – sabes que nem sequer Cristo conhece nada nem de ninguém da tal Igreja! Sabes que aquilo é um Estado, meu caro! E o tal Estado, mesmo que esteja ligado com todos os outros trabalhadores ou ministros ou mesmo embaixadores ou coisa que o valha, nem tem rigorosamente nada desta coisa da tal "FÉ" ou "RELIGIÃO". E termina a seguir, e sempre foi e é no tempo de "intigamente"!

Cá o Zé Ferrão ficou arrelampado com isto!

Então estes quase Senhores são assim tão corruptos, ladrões como os outros?

Outro dos meus amigos disse assim.

Olha Zé, sabes, isto é de tal maneira que as coisas são logo assim:

Em primeiro lugar, há uma regra, uma lei, uma norma específica e no caso do Direito Canónico. A primeira diz: Artigo 1º: Quem manda sou eu. Artigo 2º: Eu é que mando. Artigo 3º: Eu é que sei e quero mandar. Artigo 4º: Há que calar e ocultar o povo mas, eu é que mando.

Quando percebi, comecei a entender do resto. No fundo, no fundo, esta é a função gerar disto tudo! E eu que, que até sou cristão católico, andava a esquecer ou iludido nisto tudo!

A certa altura perguntei, de uma forma simples: ó meus caros, digam-me, então, uma coisa: No âmbito das referidas… quem sabe, das dioceses ou arquidioceses, ou confraria, ou prelaturas ou algo parecido, e visto que isto é do povo cristão, de quem é que, especificamente, tem os bens da Igreja ou Igrejas?

Um dos meus colegas disse-me assim:

Zé, repara bem: tudo está nos primeiros artigos no direito canónico! A regra é sempre a mesma: (Diria a dita "Autoridade Eclesiástica") Artigos fundamentais: "EU É QUE MANDO, QUERO E DIGO COMO ME APETECE"!

O Zé percebeu muito bem!

Meus caros, cá vai mais uma: O Ferrão não percebia mesmo nada de nada!!!!!

Haja Deus!

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