Passava hoje o Zé na 31 de Janeiro em plena hora de ponta, ao cair da tarde lenta. Eis, senão quando, encontra diante dos olhos, à moda não sei de quantos, um grupo de grandes trabalhadores a preparar lustrosa e bela luminária ou sinalética em que, mercê dos graves engarrafamentos dos últimos dias, procuravam indicar aos transeuntes a melhor forma de chegar a porto seguro!
Só à moda de Braga, não haja dúvida! Todo o dia, com menos tráfego, esteve a via mais liberta! Durante aquele período, nem engenheiros, nem polícias, nem qualquer alma de tais empresas1 Ao cair da tarde, hora de ponta, 18 e 30h, tudo à pinha e maquinaria no meio da estrada, meia dúzia de pessoas a dar ordens, uns tantos altos representantes da autoridade municipal de polícia a dar sentenças, muitas luzes a piscar… enfim, uma aparato dum raio antes de virar para a rua do raio. Que raio de rua!
Meus caros amigos, ainda bem que há inteligência para aproveitar os momentos oportunos e realizar, sem transtorno as obras necessárias!
E a quantidade de engenheiros que, de capacete na cabeça e muitos papeis nas mãos, faziam análise de projecto enquanto a polícia engarrafava o trânsito?! Uma maravilha, meus senhores, uma maravilha digna de ser vista!
Enfim, o Zé Ferrão ficou com a clara ideia de que isto há-de chegar longe, olá se há-de!
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