quarta-feira, 11 de junho de 2008

Se há força, para quê a lei?




O Zé volta à carga com mais uma ferroada nesta desvergonha dos camionistas! É verdade que há direitos que são inalienáveis. Entre eles está o direito a protestar, a fazer greve e a fazer valer as demais pretensões que são defensáveis no Estado de Direito democrático. Agora, aquilo a que estamos a assistir neste Portugalito de brandos costumes não é isso. Estamos perante uma situação que tem por trás um fundo de verdade e de direito a protestar mas que foi transformada numa verdadeira revolução e em atentado às mais elementares regras do Estado. Vejamos o que diz a lei, no Código do Trabalho:




Artigo 594.º Piquetes de greve A associação sindical ou a comissão de greve pode organizar piquetes para desenvolver actividades tendentes a persuadir os trabalhadores a aderirem à greve, por meios pacíficos, sem prejuízo do reconhecimento da liberdade de trabalho dos não aderentes.



Ora pois, mano Jaime! Qual respeito pela liberdade de trabalhado dos não aderentes, qual carapuça! Se eu estou parado, os outros também têm que parar e acabou-se! País de bananas! E não há quem mande? Não há quem ponha ordem em tal desatino?
Pois parece que não. Parece que cada um assumiu agora o direito de, à rebelia das leis, obrigar a parar quem quer e quando quer. Se um cidadão quer cumprir com as suas obrigações e trabalhar, tem o direito de não ser impedido por quem, independentemente da verdade que lhe assiste, usa de todos os meios - até a violência - para fazer valer pretensões.
O governo? Olha para o lado ou enfia a cabeça na areia!
Resultado: se há força bruta que imponha a minha vontade, para que quero eu a lei que nos defenda?


Somos um país sem rei nem roque! Haja liberdade e vontade de acabar com tais abusos! Alguém tem que deixar de ter a cabeça enterrada na areia!


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